5 dúvidas sobre Ballet Adulto

Quando você diz que faz ballet e começa a conversar com quem nunca fez, nem na infância, surgem perguntas muito comuns. Às vezes, é de uma conversa dessas que você acaba despertando o interesse de uma pessoa a começar a fazer ballet ou a pelo menos a cogitar a possibilidade. Pensando neste público, fiz uma entrevista com a professora de ballet adulto, Indira Brígido, e ela me esclareceu alguns pontos e desmistificou outros. Indira está no ballet desde os 15 anos, é professora de ballet clássico para adultos iniciantes na Bailando Escola de Dança, em Fortaleza, e estudante do curso Bacharelado em Dança na Universidade Federal do Ceará (UFC). Confiram!
 
 “Preciso ser magra para fazer Ballet?”

Indira Brígido

Felizmente, não. De acordo com Indira Brígido, é preciso apenas vontade de dançar. “Não importa o peso ou estatura da bailarina, todos somos possíveis de fazer ballet. No caso das pessoas com alguma limitação física, há a adaptação dos movimentos aos corpos delas”, esclarece.
 
 “Ballet não é coisa de criança?”
 
Às vezes, por pura falta de conhecimento, algumas perguntas (como essa acima) ou mesmo comentários podem vir carregados de pré-conceitos. “Pré-conceitos, como já diz a palavra, se evoca na construção de significados à determinada coisa, sem aprofundamento e interesse de entendê-la como se deu sua criação e manutenção ao longo de sua existência”, pontua Indira Brígido. “Para os que pesquisam e buscam saber mais sobre, a dança inclusiva acolhe qualquer tipo de corpo, em qualquer idade, NÃO importando se é “muito tarde para começar”. Acredito que toda experiência saudável de vida é válida quando temos vontade de vivê-la, não importando a opinião de terceiros que se utilizam de críticas destrutivas e não contribuem para a realização dessas vontades”, afirma a professora de ballet.
 
 
“Vou fazer aula junto com crianças”?
 
Com o aumento da procura pelo ballet como atividade física para adultos, a maioria das escolas que oferecem a modalidade possui turmas somente para este perfil de público, ou seja, adultos que nunca fizeram aula ou que não fazem há muito tempo. “Dependendo da quantidade de turmas na escola de dança, por vezes de número reduzido com grupos de alunos mais e menos experientes, adultos e jovens podem estar na mesma sala, apreendendo o mesmo material teórico e prático sem problemas. Crianças mais novas para o ballet cássico precisam de uma atenção e metodologia específicos, sendo não recomendado a junção com adultos”, explica Indira Brígido.
 
 
“É preciso usar ‘aquelas’ roupas de ballet?”

Collant, meia e sapatilha ajudam nos movimentos Como explica a bailarina, é preciso utilizar vestimentas que favoreçam a execução dos movimentos. “O ballet pode ser dançado com roupas de práticas corporais que sejam confortáveis e que deem maior mobilidade ao corpo”, afirma. Tem gente que faz aula com roupa de academia, mas eu particularmente sou a favor do bom e velho meião rosa, collant e sapatilhas. “Os collants, meia calças e sapatilhas são vestimentas que potencializam os movimentos da técnica de ballet clássico, aquecendo o corpo durante a aula e ajudando na prevenção de lesões em alongamentos e movimentos de alto impacto como saltos”, explica Indira Brígido.
 
 
 “Meu sonho é dançar na ponta. Posso conseguir isso, mesmo começando tarde no ballet?”

Esta era uma das minhas principais dúvidas. Felizmente, a resposta é sim. “A pessoa que inicia o ballet com a idade mais amadurecida tem capacidade de desenvolver a musculatura necessária para subir nas pontas em torno de 1 ano de trabalho constante na meia ponta. O início precoce das pontas pode acarretar problemas nos pés que podem posteriormente reverberar em todo o corpo”, alerta Indira Brígido.
 
Originally published at bailarinaadulta.blogspot.com.br on February 19, 2016.

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