Um café que fechou

Essa tarde esvai num sol tímido
O vento deixa um rastro ínfimo
Um pensamento prolongando
Tal como fosse infinito
É como feito de usuras mil,
A memória estilhaçada
O autoengano vil de se entender presente
Como cada som ou cor desbotando.
Na minha pressa não há urgência alguma,
Eu queria não encontrar mais ninguém!
Nem tão pouco ter o frescor de algo para contar
Ou ser o mesmo ainda amanhã
Nem mesmo sei ser como a lembrança que deixo
Sou espalhado em conversas furtivas
Uma aleatoriedade com propósito
Há em mim um café que fechou
Muito discretamente…