Eu odeio os homens
Helder Medeiros
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Holy fucking shit! Não sei se rio ou choro vendo alguém que desconhece o significado de termos tão correntes quanto “generalizar” e “prevalência” (informação de utilidade pública: quando se trata qualquer grupo como categoria esta-se generalizando os caracteres individuais, “a maioria dos x são y”, e essa é a única forma de tratar grupos que não implica em “preconceito”, que seria dizer que “todo x é y”) e nem mesmo sabe utilizar os artigos definidos e indefinidos corretamente (seria “UMA capacidade limitada…”) falando mal de quem quer que seja!
Acontece, amiguinho, que o que você descreveu, mal e porcamente, diga-se de passagem, não foram homens e sim seres humanos. Todos os indivíduos pertencentes ao gênero Homo, à espécie sapiens e ao subgênero sapiens (Homo sapiens sp.) são sujeitos ao quadro de características que você citou (embora eu veja erros monstruosos, como “ Só pensam, querem e adquirem sexo”, mas é possível que essas disparidades advenham da diferença de ambientes frequentados pelos observadores). Tudo que você disse pode ser aplicado tanto aos homens quanto às mulheres em geral.
Agora, o que realmente me espanta, é que alguém em sã consciência consiga falar em “sofrer com os preconceitos diários” e escrever um texto tão descaradamente preconceituoso. Dúvida? Troque a palavra “homem” por “mulher/negro/gay/judeu” ou qualquer “minoria perseguida” que quiser e veja o mesmo texto surgir com notas dignas de um Francis Galton ou do Conde de Gobineau, com a diferença que esse preconceito é “legal”, não é taxado como “seiláoquefobia”. Isso é misandria pura e simples e só não é tão criticado quanto a misoginia porque nossas leis seguem uma agenda ideológica que lança mão de um conceito dialético de moralidade.
Eu recomendaria o suicídio já que odeia tanto assim os homens e teve a “infelicidade” de nascer um, mas acho mais útil mostrar o absurdo das suas palavras e esperar que um pouco daquele remédio que os “antigos” usavam sempre, o bom senso, faça-o repensar suas declarações. Ou, no mínimo, assumir o seu preconceito, pois não é outro o nome do teu mal.
PS: viu, é assim que age um Homem que “têm medo da sinceridade” e “não tem pudor pra falar sobre assuntos constrangedores”. Essa foi outra colocação contraditória, by the way.

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