
HETEROFOBIA
Antes mesmo de Jair Bolsonaro, acusar Jean Willians de atitude heterofóbica, o termo já vinha sendo utilizado por outras pessoas que são opositoras ao movimento LGBT e pela luta dos direitos dos mesmos. Mas o que seria Heterofobia? Ela de fato existe? Como se aplica?
A Heterofobia é defendida pelos opositores como o contrário de homofobia. Seria uma aversão, ódio, repulsa a pessoas do sexo oposto que se relacionam afetivamente e sexualmente. A defesa da Heterofobia é um argumento logicamente inconsistente, inválido. Que tem como objetivo persuadir a sociedade para que a mesma sinta-se ameaçada, e impeça que gays, lésbicas, transsexuais e etc lutem pelos seus direitos. Em suma, a defesa da heterofobia não passa de uma falácia.
Diferentemente da homofobia, que temos casos registrados e evidenciados de violência explícita e bullying, a Heterofobia não possui um histórico negativo. Não se ouve falar que um rapaz foi agredido apenas por ser hétero. Os telejornais não mostram notícias onde um homem foi esfaqueado ou uma mulher apanhou até a morte, ambos apenas por serem héteros.
A luta pelos direitos LGBT e a luta contra esses mesmos direitos tornou-se há tempos uma guerra. Uma guerra onde não somente a política está envolvida, mas também o fanatismo religioso, que se impõe e pisa em cima de qualquer ser humano e qualquer direito. Não trato aqui da religião por sua natureza, mas sim daqueles que utilizam da mesma para criar um devido grupo, uma organização e fazer valer o seu direito com fundamentos baseados em suas crenças!
Há um conflito! E é bem claro isso! Mas há pessoas criando situações, criando objetos de persuasão, para se vitimizarem e tornarem cada dia mais a sociedade mais confusa e dividida.