Depois do Futuro ou a Ideologia do Presente | Aulas 3 e 4 | com Daniela Labra

EAV Parque Lage, Rio, 06 e 13 de Outubro de 2015

“A arte não deve trazer respostas, a arte deve trazer questões.”

-Doris Salcedo


Obra Corpobra de Antônio Manuel- 1970 / Foto:http://www.bienal.org.br/post.php?i=267

Palavras-chave citadas durante a aula:

idéias de futuro / modernidade / tempo / alimento / direitos humanos / globalização a partir da década de 80 / olhar o futuro sem alarmismo / Milton Santos e o presente como espaço / Milton Santos pensa no no espaço do homem / Doris Salcedo / Gerardo Mosquera contra el arte latino americana / O Capital de Marx como tratado de economia e não como um tratado comunista / Walter Benjamin / Freelancer emergindo por conta da precarização do trabalho / atenção ao futuro / vida no presente conexões com o passado / cada cidade é um mundo / a internet como o novo espaço público formador de opinião / atenção aos paradoxos / paradoxos de acontecimentos / objetos de pesquisa / qual o objeto da sua pesquisa? / qual a questão da sua pesquisa? / cuidado plástico / a autoralidade / cuidado plástico / título / texto / explicação / justificativa / autoralidade / texto crítico / discurso curatorial / discurso institucional / prática artística / autoralidade na arte contemporânea / sujeito do autor / dispositivos que legitimam o autor / função do autor / marca do autor na singularidade de sua ausência / autor que deixa de ser presença na sua própria obra / gesto que continua inexpresso a cada ato de expressão / o autor surge quando se instala um vazio central na sua obra / o entendimento da presença singular que se dá por meio da ausência / autoralidade que nunca é expressa ou dita / anacronismo? / estilo? / o trabalho do artista se da como forma de vida / criar é existir /a marca do autor nunca é possuída, representada ou dita / o artista contemporâneo constrói sua própria ética, ética de apontar a discussão / o autor como sujeito morto / Sucos Específicos de Jorge Menna Barreto / Francis Bacon / Corpobra de Antônio Manuel em 1970 / Regina José Galindo / Daniel Senise / Anarquia Boladona / Esse mundo Jegue / conteúdo político da obra / mas e a performance? / persona / potencializar o trabalho a partir do momento que se despersonifica o autor / o autor marca o ponto que uma vida foi jogada na obra / jogar a vida / chave secreta para a leitura / onde a leitura encontra o lugar vazio do vivido, ela deve parar / é ilegítimo construir a personalidade do autor através da sua obra / no caso das performances, como explicar a ausência do autor com o corpo presente? / arte intuitiva / arte racional / arte como idéia / a arte não é um meio de comunicação, mas comunica / a arte não é mídia / Ernesto Neto / Panmela Castro / morte da persona / texto e contexto / aprimoramento da prática artística / o que move seu trabalho artístico? / Esse Mundo Jegue


“Sendo histórico,todo conceito se esgota no tempo.”

- Milton Santos

Referências citadas durante a aula:

Doris Salcedo, Panmela Castro, Francis Bacon, Antonio Manueal, Gerado Mosquera, Regina José Galindo, Carl Marx, Daniel Senise


Performance de Regina José Galindo
Suos Específicos de José Menna Barreto

Leituras Recomendadas

1- Profanações Giorgio de Giorgio Agamben


La Liberté ou La Mort, o Genius da Liberdade, de Jaen-Batiste Regnault, tela de 1795, Hamburger Kunsthalle, Hamburgo.

BUSCAS PÓS-AULA:

Trecho da Apresentação do livro Profanações de Giorgio Agamben

Esta é a grandeza e a miséria da potência humana que se trata de cultivar e de promover, e é esta grandeza e miséria do ser humano que se encontra praticamente anulada na forma de vida que se estabeleceu, tornando a nossa vida uma “vida nua”. É isso a biopolítica que se consolidou como domínio sobre a vida. E é com a profanação que se pode resistir a tudo isso, e que se pode tentar uma nova política, um novo ser humano, uma nova comunidade, pensando e promovendo o avesso da vida nua, a potência da vida, e a vida humana como potência de ser e de não ser. Agamben termina o texto intitulado “A potência do pensamento”, que dá título ao livro já referido, com as seguintes afirmações, que servem como um programa em realização por parte do autor: “Devemos ainda medir todas as conseqüências dessa figura da potência que, ao se doar a si mesma, se salva e cresce no ato. Ela obriga-nos a repensar na sua totalidade não apenas a relação entre potência e ato, entre o possível e o real, mas também a considerar de modo novo, na estética, o estatuto do ato de criação e da obra e, na política, o problema da conservação do poder constituinte no poder constituído. É, porém, toda a compreensão do ser vivo que deve ser posta em xeque se for verdade que a vida deve ser pensada como potência que incessantemente excede as suas formas e as suas realizações”


Sobre do Curso

Para a EAV Parque Lage foi proposta uma plataforma de investigação abrangente que toca em temas de ordem poética, estética, metodológica, política, histórica e social, entre outros. Assim, a programação de Depois do Futuro reuniu acadêmicos, ativistas, artistas e livres ­pensadores para refletirem com os alunos e a comunidade artística processos e metodologias de criação, educação e circulação da arte, bem como diversas questões relevantes à sociedade que atingem a própria idéia de extinção e preservação de nossa espécie em corpo, alma e herança cultural.

Professora: Daniela Labra

Site do Projeto: depoisdofuturo.com.br

Site da Escola: eavparquelage.rj.gov.br


Auditório EAV — Parque Lage, Rio