Enquanto a gente descaradamente rica que governa o país, tenta, (literalmente) a qualquer preço, – patrioticamente e tendo em vista o bem público, claro – entregar (e a gente reclamava do príncipe da privataria) o patrimônio do Povo e do Estado brasileiro, quadrúpedes lanosos pedem oração em favor do Messias deles.
E, diante da ruína do governo que arruína, os adoradores do Messias culparão os que não oram. Para os acéfalos do Messias, não é uma questão de competência, mas exclusivamente de oração. E não de qualidade, e sim de quantidade de oração, porque, como todo mundo sabe: Deus não abençoa a competência, Deus não abençoa quem ou o que é justo e bom, Deus não abençoa a causa “do pobre, da viúva e do órfão”. Para os acríticos do Messias, Deus abençoa quem quer que seja – ainda que seja Hitler redivivus – em razão diretamente proporcional ao número de intercessores.
Gênios, todos gênios!
