Daquilo que se acreditava

Olha, vou te contar um negócio.

Não sou mais vivido do que a maioria das pessoas que conheço e que existem.

Não tenho tanta vida nos meus anos de idade.

Não sei muito.

Provavelmente ainda inocente e com fé em demasia nos outros.

Com o tempo você percebe.

Tão tarde quanto eu ou com sorte, antes.

Que aquelas pessoas não estarão mesmo ao seu lado, como você está para elas.

E não importa nada, nem o tempo que você as conhece.

Se trabalham, estudam ou se vão à igreja juntos.

A amizade vai até o interesse mais passional e egoísta delas.

E podem passar por cima de tudo.

Crenças, amor, leis, regras e conselhos.

Mas como culpado que sou e que não.

Sempre acho que todas elas são realmente boas e sempre serão.

Mas quando digo todas, me refiro a todas aquelas que você achava que conhecia.

Pobre alma.

Como quase tudo nesse mundo, a verdadeira amizade está em forte declínio e ameaçada de extinção.

Sempre fico na dúvida e na escolha, entre meus grandes imperfeitos amigos ou a mim mesmo.

Dúvida de segunda a domingo.

Isso me deixa realmente enjoado.

No fim, é melhor se afastar para refletir.

E ela volta cada vez maior.