Embora pareça complicado, o Pix é apenas uma nova modalidade de pagamentos instantâneos desenvolvida pelo Banco Central do Brasil (Bacen). Estes pagamentos e transferências instantâneas poderão ser realizados sem limitação de dia e horário, disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, todos os dias do ano e para qualquer banco ou instituição financeira.

O objetivo do Pix é modernizar o sistema de pagamentos, reduzindo a circulação de dinheiro físico. Muitos brasileiros não possuíam conta bancária. A pandemia do COVID-19 acelerou o processo de bancarização no Brasil devido a necessidade dos brasileiros em receberem o auxílio emergencial. A Caixa Econômica Federal, em maio de 2020, divulgou que 40% dos cidadãos que receberam o auxílio não tinham conta bancária.

O uso de dinheiro físico causa uma despesa significativa aos cofres públicos que envolvem processos de impressão, logística e segurança. A Casa da Moeda, fundada em 1694, registrou perdas em torno de R$86,6 milhões em 2019. Entrou na pauta de debates por ter sido incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND) pelo Governo Federal, sendo depois excluída do mesmo pelo Presidente Jair Bolsonaro.

Após a implementação do Pix no dia 16 de novembro de 2020, através do app da instituição financeira, será possível localizar a pessoa para a qual deseja enviar dinheiro através do CPF/CNPJ, e-mail ou número de telefone celular. Este tipo de identificação é chamada de “Chave Pix” e substitui os dados de código de instituição financeira, agência e conta, antes utilizados para realizar TED ou DOC. Ainda é possível cadastrar um tipo de identificação chamada chave aleatória, composta de letras, números e símbolos e, assim, manter seus dados em sigilo.

Além das chaves Pix, será possível realizar transferências através de QR Code, evitando contato com pinpads.

Além da possibilidade de transferir dinheiro em qualquer dia e hora, o que muda na estrutura da informação que diferencia o Pix do TED e DOC está no seu tempo de processamento. O Pix leva em média 10 segundos para ser processado, enquanto a TED pode demorar até 2 horas e o DOC, até 1 dia útil.

Outro ponto a ser observado é a redução da taxa do Pix em relação à TED e DOC. A Resolução BCB Nº 19, DE 1º de Outubro de 2020 vedou a cobrança de taxas para transferências bancárias entre pessoa física, empresários individuais e de pessoas jurídicas, apenas em casos de envio e recebimento de recursos e serviços acessórios relacionados ao envio ou recebimento de recursos.

Já para transações comerciais, as instituições bancárias poderão cobrar taxas do recebedor, mas não do pagador. Não muda muito como já funciona hoje em relação ao débito. As taxas praticadas tendem a permanecer as mesmas. Isto foi um balde de água fria neste momento de crise no setor, onde os comerciantes esperavam uma solução mais barata.

Com a possibilidade de concorrência, os valores de taxa reduzidos para operações Pix poderão ser uma vantagem para as fintechs ganharem o mercado contra as tradicionais instituições bancárias.

Como funcionará na prática dentro do comércio?

O funcionamento será mais simples do que se imagina. Algumas maquininhas de cartão já possuem integração com carteiras digitais e QR Code. O comerciante escolhe a carteira digital, insere o valor e a maquininha gera um código QR na tela. O cliente abre a câmera do celular do aplicativo de carteira digital e efetua o pagamento. A maquininha recebe o pagamento e imprime o comprovante. O Pix terá praticamente a mesma operação: irá gerar um código QR para ser escaneado para receber o dinheiro. Todas as transferências via Pix entrarão na conta do estabelecimento instantaneamente.

É possível também gerar o código QR no aplicativo do banco ou carteira digital com o valor a ser pago. Estes códigos se chamam estáticos, e podem ser impressos e utilizados como etiqueta do produto. Depois que o cliente realizar o pagamento, o comerciante poderá conferir se recebeu o valor no aplicativo do banco ou carteira digital.

Outro código chamado dinâmico pode ser utilizado. Nele é possível inserir os itens que estão sendo comercializados. Porém, este código pode ser utilizado uma única vez. Este código será mais utilizado por sistemas de automação e e-commerce.

Vídeo sobre o PIX feito pela Gabi Cecon no Youtube

Outro impacto previsto também é a possível substituição de boleto bancário. As empresas poderão enviar o código QR para a cobrança. Não haverá a necessidade de esperar compensar o pagamento, pois transferido instantaneamente. Mas as taxas de boleto podem continuar, devido ao serviço de remessa, controle de agendamento, entre outros. Os pagamentos de funcionários também poderão ser realizados via Pix.

Embora espere-se uma mudança na cultura causada pela pandemia, que aumentou a demanda por meios de pagamentos sem contato, para que o Pix impacte na vida das pessoas é necessária a utilização de um smartphone que suporte as aplicações bancárias, e tenha boa conexão com a internet. A Desenfila já está preparada para esta transformação digital. Colocamos o código QR com Pix na comanda eletrônica de estabelecimentos como padarias e restaurantes, e assim, é possível o cliente efetuar o pagamento de forma fácil e prática, e sem precisar pegar fila no caixa.

Contudo, a implementação do projeto veio num momento de transição cultural e trará um impacto na evolução de meios de pagamentos e inovação no país, trazendo maior competitividade e oportunidades para fintechs oferecerem soluções que vão bater de frente com os grandes bancos, facilitando a vida dos usuários e reduzindo custos. Além disto, trás a oportunidade de receber dinheiro de forma instantânea, tornando mais práticas as operações de recebimento de venda, gerando oportunidade de crescimento ao mercado.

Somos uma startup criada para acabar com as filas dos estabelecimentos. www.desenfila.com

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