ando a sorte
e a qualquer morte

navego a minha vida a deriva
e sigo a margem

eu corro risco
não pisco, não grito
não faço alarde

ando com a cara pra bater
e o coração pra apanhar
cada lagrima que daqui escorrer,
se escorrer,
vai ensinar

esse é meu vômito torto,
lombrado
cansado
que vou te falar…

os meus nós, super-atados, em meus ombros a desgraçar
toda sorte, toda morte
que a vida
inconstante
me poem a enfrentar

o gozado,
o ousado,
é poetizar, 
satirizar,
rimatizar,
loucurizar,

a dor que anda em mim
a latejar

a muito não escrevo esses impulsos
que fazem minha mente surtar
rima fácil, foda-se, preciso falar

tentei gritar e nao saiu
fui falar e me calei
quando chorei,
nem lagrima escorreu

puta merda, galera
queria me aliviar

me percebi ultimamente e vou declarar:

louca,
viva,
tensa,
imensa,
sempre cheia de amor pra dar,
ando aflita, também, 
sem saber onde pisar.

fecho os olhos e taco o foda-se
daqui eu vou pular
uma partida também é chegada em outro lugar

silêncio.
silencio.
silencio.

ando sentindo tanto que todos os átomos do meu corpo resolveram questionar:

mariana, mas que diabos?!

e quem sou eu
pra falar?

sigo calada
sem nada realmente declarar

e ó
fodase
tudo.

tô bagunça demais.

mas 
mais um gole e um trago, por favor
que eu vou me retirar

[25 de abril de 2017, às 00:04;
sob efeito de álcool]

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