Algumas horas longe dessas linhas tortas invisíveis que busco, no vácuo me emaranhar e dar de encontro a outras almas tão perdidas quanto a minha.

Nenhum sinal de mensagem

As luzes do pequeno aparelho, seguem apagadas, um pouco como eu.

Nesse meio tempo, a ansiedade já me visitou. Ofereci um chá, e ela então, disse que adocei demais.

Me lembrou apenas que a vida até com açúcar, segue amarga.

Levantei. Tirei a poeira dos moveis. Lavei alguns pratos, pus as roupas no varal, na expectativa de algum raio de sol secar, além dos tecidos, àqueles meus olhos quê a muito andavam umidos.

Liguei a TV

Depois o secador de cabelos

E até cogitei e abri um meio sorriso ao ventilador, na máxima de 12 graus

Tudo pra escutar algum barulho

Algum barulho que não fosse o meu

Li um livro em três horas

O esqueci, quinze minutos depois

Fechei os olhos na esperança de adormecer. E acordar de uma angústia apenas quimérica.

No escuro de mim, só avistei fragmentos

De um par de olhos castanhos

Dividas

Duvidas

Desejo

De imagens que reproduziram o clichê e a covardia do meu (não) viver.

Me estranho. E percebo como bastou o vazio pra sujeira e a desordem me inclausurar.

No silêncio, perdi de vez a aquarela monocromática e segura que pintavam e perduravam os dias.

Dancei na bagunça de todas as cores quê a vida floreava. E entendi porque o preto sempre me encantou.

Era a junção de desordem e brilho. Equilibro do mundo e de mim.

Quem sou eu quando só?

Só sei que ainda preciso me sintonizar, todos os dias, à rádio da existência.

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