A psicologia dos usuários de browsers

Chrome

Hegemônico, onipresente, atmosférico: pessoal usa e nem percebe. A internet mora lá, não é? Fim de papo. “Cara, é muito poder pro Google, pensa bem…” “Pensar o quê? E liga aí a televisão que vai começar o Jornal Nacional.”

Internet Explorer

Pessoal saudosista, cada vez mais reduzido. Resiste a mudanças. Tem um PC bege. Chama o IE de “A Internet”, apenas. “Frescura, pra quê outro? Sempre usei. Acessa banco, lê email, mostra notícia. Tá bom demais.” Facebook? “Não, não preciso, não tenho.” Tá bom, vô.

Firefox

Uma turma bacaninha, quase nem se nota a presença dela. Assistem Big Bang Theory e compram mangás. Pessoal conciliador, meio ingênuo, vê prós e contras em tudo, etc. Entende quem usa outro navegador: “ok, ok, tudo bem. Pra quê brigar, gente?” Tímidos, tem um Tumblr secreto e amigos gays.

Opera

Uma galera estranha, um tanto obscura. E essas roupas, onde eles compram? Não, não encare: disfarça. Não se sabe o que pode acontecer. “Por que alguém usaria o Opera?”, perguntaria você. Sei lá, melhor não contrariar. Ainda bem que são poucos. Eu, hein…

Safari

(La Vie en Rose de Grace Jones começa a tocar)

Ah… a elite, o top do top. A Monte Carlo dos browsers. “Oi? Você nunca usou, nem sabe o que é Safari? Ótimo, queridinha. Não era pra você mesmo.” E Paola Bracho, esnobe e desdenhosa, ri de você.