Camila

Era dessas de sair por aí sem dar a mínima para quem olhava ou para o que diziam. Costumava andar de botas de chuva nos dias de sol e de chinelo durante a tempestade com a ideia de que era melhor ver o lado bom da coisas.

Camila tinha um milhão de ideias e colocava todas em prática. Não era do tipo que ficava parada. Ela era pura energia, pura alegria. Mesmo com toda a sua idade, era só uma menina.

Gostava de conhecer pessoas e descobrir lugares. Explorava o desconhecido e, quase sempre, se identificava com ele. Abraçava o mundo como quem abraça uma pelúcia. Ela não complicava a vida, só seguia em frente.

Descobriu dores e muitos amores. Se refez algumas vezes, mas sua essência era única. Não mudava, apenas se recompunha. Tinha mania de contar estrelas e identificar formatos nas nuvens. Via o mundo como uma grande oportunidade e não deixava nenhum atentado atrapalhar o seu modo de enxergar a vida, bela e intensa.

Camila era afortunada. De todas as coisas, só queria viver. Ela não deixou um sentimento passar despercebido, não se desfez de nada. Experimentou tudo. Ela sonhava para acordar e realizar o sonho no mesmo dia. Que fosse apenas pra jogar conversa fora, Camila enchia qualquer ambiente com sua presença.

Não havia dúvidas. Só a vida entre suas vontades, bondades e loucuras. Ela era do tipo que ria até chorar, até lhe faltar o ar. Cada momento, era uma explosão de sentimentos. Ela era segura, madura. Era só menina, mesmo que todos a vissem como mulher feita, madura e independente.

Era só ela, seus sonhos e sua gente. E assim era feliz, era contente.

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