Teu nome

Escrever é pra quem um dia já amou ou ama

Escrever é um ato de exagero

Sempre cai pros extremos; para a paixão ou desilusão.

Cabe a você tomar alguma decisão.

Mas não há no mundo exagero mais belo,

Que o transbordar.

Que nos faz artistas, locutores e escritores

Que nos faz amar, sentir e desejar

E as vezes

Chorar

Porém, descrever você

É como voar fora da asa

Sonhar sem dormir

Tocar sem sentir

Rir sem sorrir

Poesia ou poema?

Talvez poemia. Não importa.

Porque de que adianta poemas alheios?

Se tenho que reformular o meu próprio

Pra descrever; a cor dos teus olhos;

Verdes feito a calma — louro feito o sol;

Pra enfim poder te encaixar em algum escrito

Onde haja todos os teus adjetivos.

Poemia é minha

É tua

É sem nome

Para se encaixar em qualquer pessoa

Mas daquelas quaisquer que carregam no peito um buraco vazio

Da dor de quem um dia partiu.

Mas se tivesse nome

Seria tua a vaga

Teu nome preenchido na capa

No início e em cada verso branco ou livre

Deixando de ser um vício pros que sofrem

E fazendo parte desses únicos poemas

Que um dia me confortam e no outro me distorcem.


Mas,


Se eu ainda pudesse dizer algo pra ti

Eu diria, como alguém disse à outro algum dia

Que algumas pessoas são artistas, algumas em si a arte

E você, inspiração.

Suficiente pra um poema ou até mesmo uma canção.

Mas se você quiser, vem evitar essa minha confusão

Te arranjo um lugar na minha vida

Arranjo uma barraca, um quarto ou uma pequena pensão

Pra sua voz acalmar as batidas do meu coração

Acabando com a dor e trazendo de volta todo o teu calor

Como os raios do sol fazem em todo o amanhecer,

E como em todo o final do meu escrever.

Como você sabe, sempre é você

Sempre você é, meu sol.

Pois como em todo amanhecer

O brilho toma conta, quando você aparece toma conta do meu ser.

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