Capa de The Green Lantern #1 —Liam Sharp/DC Comics

Review: The Green Lantern #1

O retorno de Grant Morrison às publicações da DC Comics

The Green Lantern #1 — nova revista do Lanterna Verde — chegou às lojas norte-americanas e plataformas digitais, na última quarta-feira (07), para marcar o retorno de Grant Morrison (Corporação Batman, Superman — À Prova de Balas) aos títulos regulares da DC.

Sem produzir algo na cronologia principal da editora desde 2015, quando terminou a saga Multiverso, o escritor retorna aos títulos de linha com uma trama que mistura elementos de ficção científica dos anos 1960 com um plot digno dos filmes noir dos anos 1940.

O Lanterna Verde Hal Jordan está afastado por insubordinação no Planeta Terra quando é surpreendido pela queda de uma nave com lanternas feridos atingida por uma emboscada. Os sobreviventes informam o patrulheiro sobre uma conspiração para assassinar os membros da Tropa. O veterano se vê obrigado a voltar para seu posto e auxiliar os Guardiões na investigação do caso.
The Green Lantern #1 — Liam Sharp/DC Comics

A combinação de premissas distintas só poderia fazer sentido nas mãos de alguém tão versátil como Morrison que, a partir de um argumento tão simples quanto a busca pela resposta de uma conspiração, consegue encaixar elementos basilares para a cronologia da DC (como mutiversidade e antimatéria), tecendo assim sua narrativa cósmica.

Este não é uma novidade para as histórias do Lanterna Verde. O personagem é trabalhado como um policial do espaço desde a sua reformulação nos anos 1960 e, nas últimas décadas, viu suas revistas transformarem em palco para alguns dos principais eventos cósmicos da editora.

Para aumentar ainda mais o hype, a edição conta com os desenhos espetaculares de Liam Sharp (Mulher Maravilha — Renascimento) que apresenta sequências de tirar o fôlego com uma arte que mistura bem a psicodelia da Era de Prata com o traço mais bruto do final dos anos 1980.

Esta opção criativa combina muito com a narrativa do autor, tendo em vista que ambas as décadas possuem uma importante influência no seu trabalho, o que torna a parceria entre os dois muito promissora.

Há também alguns easter eggs espalhados pela história que deixarão os leitores mais antigos animados, principalmente na rápida referência ao britânico Alan Moore, responsável por introduzir alguns dos principais conceitos da cronologia dos Lanternas Verdes.

Ainda é cedo cedo para afirmar, mas o histórico de Morrison nos mostra que é justamente quando achamos que ele apostará nos caminhos óbvios que somos mais surpreendidos. Assim, podemos esperar em The Green Lantern o laboratório certo para suas experimentações, de modo que há potencial para se tornar um clássico quase instantâneo.

Gostou do que leu? Então clique no botão de aplauso e compartilhe o texto aí embaixo. Fazendo isso, você ajuda esse post a ser encontrado por mais pessoas. ;)