Aquela noite derradeira.

Uma vez eu conheci um menino. Daqueles que o click é instantâneo. Que o coração acelera só de pensar.

A gente gostava das mesmas bandas. Das mesmas séries. Dos mesmo filmes. A gente tinha passado pelas mesmas fases. Pelas mesmas merdas. Pelos mesmos medos.

Toda vez que nos víamos era como se dois imãs estivessem lutando com todas as suas forças pra não se aproximar. O magnetismo era involuntário. Sempre acabávamos ‘voltando’ um pro outro. E quando isso acontecia. Meu deus. Os fogos de artifício em plena avenida Copacabana, pareciam de ínfimas proporções. A galáxia inteira parecia comemorar.

Mas é como aquele ditado diz ‘você não fica com o cara que te tira os pés do chão’

Então. Sempre, se fugia disso. E aquela relação de sim e não. De quente e frio. De VAMO lá e fui. Teve um desfecho. Daqueles que Hollywood adoraria retratar.

Eu falei tu pularia?
Ele disse porque tu dúvida?
Ele disse na volta a gente conversa.

Eu fui embora. O universo lá fora pedia que eu fosse a adulta responsável. Ele disse volta. E o universo lá dentro pediu que ele aproveitasse. Eu voltei. Mas daí já era, literalmente, tarde de mais.

Ele pulou.

Com aquela que não deixou a festa. E meu coração se quebrou cada vez um pouco mais, toda vez que os vi juntos. Ele disse que pularia. Meu medo fez eu não acreditar.

E agora? só me resta ficar ficar aqui. Ouvindo aquelas três frases que trocamos naquela noite derradeira. Ecoando eternamente no background. Esperando que este barco não tenha ido pra nunca mais voltar.

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