Decidi que 2016 será um ano de escrita.
Vou voltar a colocar em palavras, meus pensamentos errantes.
Porque mesmo quando falo em voz alta, minha mente parece não esquecer o que eu senti. Porque mesmo quando transformo dor em fonemas doces, meu coração ainda dói.
Mas depois passa, a gente digita, digita e digita, até que com o ponto final, vem também uma calma no peito.
Estamos a recém nas primeiras horas do ano e minha mente já não me deixa dormir. Porque é quando eu encontro minha cabeça no travesseiro que o pensamento se liberta, voa longe e na maioria das vezes te encontro lá.
As primeiras horas de 2016, só serviram pra provar que eu devo sim, deixar tudo pra trás, lá em 2015. Não carrego comigo esperança alguma. Como se Deus tivesse planos de me libertar de algo, meu coração foi quebrando aos poucos, pedacinho por pedacinho, até chegar 2016 e a confirmação de que não levarei nada deste ano para o próximo.
Qualquer pessoa que precisou escrever algo, sem ter inspiração, já encarou o pavor da folha em branco. Aquele traço piscante que mais parece uma tortura grega. Aquele medo de não escrever nada que faça sentido.
O abacaxi é doce. A luz é azul. Eu sinto fome.
Poise amiguinhos, é assim que meu 2016 começa. Como uma apavorante folha em branco. Não sou a continuação de nenhuma história. As possibilidades são infinitas.
Esperando que ao longo daquelas primeiras linhas desconexas, eu encontre meu caminho, começo este ano digitando sem parar. Não por medo. Mas sim, por necessidade de explorar essa folha em branco de possibilidades que deus me deu de presente.
Porque assim me conheço melhor. Porque assim me exponho de forma doce. Porque assim as asas podem me levar a novos rumos.
Porque assim nasce:
‘ A menina que está sempre sorrindo, mas carrega nos olhos tanta tristeza’