Biodigestor leva sustentabilidade a famílias do sertão do Piauí

A tecnologia do biodigestor sertanejo desenvolvida pela Diaconia continua sendo disseminada em outros estados e regiões do País, beneficiando mais comunidades rurais com sustentabilidade e economia. Desta vez, a instituição faz parceria com o Instituto Novo Sertão, ONG que atua no Sudeste Piauiense. As atividades, que acontecem desde o início de abril, promovem capacitação de técnicos/as e a construção inicial de 03 biodigestores no município de Capitão Gervásio Oliveira.

A primeira tecnologia está sendo construída na residência do casal de agricultores Maria Feitosa Rodrigues e Gilvan Ribeiro da Silva, da comunidade do Veredão: “Não sabia nem que existia esse projeto, mas estou esperançosa que vai funcionar. Hoje o nosso gasto é de mais ou menos 1 botijão de gás por mês, e isso porque a gente economiza usando a lenha”, lembra dona Maria.

O agricultor Gilvan também está empolgado, desde a viagem que fez com a equipe da ONG ao Sertão do Pajeú para conhecer a experiência: “Além de gostar muito da viagem, ainda vi o biodigestor funcionando e acreditei. Agora, com fé em Deus, vamos botar pra funcionar aqui”, comemora. O contato entre as instituições se deu a partir da agência Tearfund, que também apoia a construção das tecnologias e a capacitação facilitada pelo técnico da Diaconia, Jucier Jorge, acompanhado do pedreiro Aluísio Brás.

Uma das pessoas capacitadas é a nutricionista e mestre em Agronomia Camila Mesquita, integrante da base missionária local da instituição: “Estes têm sido dias de muito aprendizado; nossa atuação na região é com educação, música e esporte, e agora incluímos a agricultura familiar. Acredito que o biodigestor será muito importante para a comunidade, tanto para diminuir o desmatamento e o uso da lenha, como para a economia na compra do botijão de gás. Outra vantagem é que a necessidade de juntar o esterco deixa o quintal limpo, envolvendo toda a família no trabalho”, afirma Camila.

A missionária ainda acrescenta a expectativa de que a tecnologia alcance mais pessoas e comunidades, não somente gerando economia para as famílias, mas propondo também uma vida sustentável, minimizando ações de destruição da caatinga.

Por Carlos Henrique Silva, assessor de Comunicação da Diaconia

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