Família de agricultores de Umarizal recebe duas mil mudas de palma

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Aug 22, 2017 · 3 min read

Doação partiu do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), da Paraíba

Por Tádzio Estevam — assessor de Comunicação da Diaconia

Dona Beta exibe, orgulhosa, uma muda da raquete doada pelo INSA. Fotos: Acervo Diaconia

A família da agricultora Elizebete Oliveira, mas conhecida por Dona Beta, de Umarizal, recebeu recentemente duas mil mudas de raquetes de palma forrageira na sua propriedade. Além de conter a erosão no local em que as mudas serão plantadas, o benefício será extensivo aos animais que poderão se alimentar da planta nativa e de outros agricultores que poderão receber, em breve, mudas para plantarem em suas terras. A doação das mudas partiu do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) que conta com um campo experimental de palma forrageira, no município de Campina Grande, na Paraíba. Toda a articulação e orientação foi capitaneada pelos assessores técnicos da Diaconia do Oeste Potiguar. As ações contam com o apoio da agência de cooperação alemã Pão para o Mundo, através do projeto Vida Plena para o Povo Nordestino.

“A ideia surgiu durante a Semana do Meio Ambiente que realizamos em Umarizal, em junho deste ano. À época, recebemos a visita do pesquisador do instituto e também consultor em boas práticas agroecológicas João Macedo Moreira, que veio facilitar uma oficina e nos informou do banco de mudas nativas que o instituto cultivava para estudos e distribuição. Não hesitamos em dar início a uma articulação para conseguirmos algumas mudas, o que ajudaria alguns agricultores locais, a exemplo de dona Beta”, disse Edson Silva, técnico da Diaconia.

As mudas serão utilizadas para evitar a erosão do solo e alimentar os animais

As mudas doadas são das espécies palma doce miúda, doce baiana ou sertânia, e orelha de elefante mexicana — esta última vinda do México. Essas palmas foram aprimoradas no Insa por serem espécies mais resistentes à praga cochonilha do carmim, responsável pela quase total extinção da palma.

“Desde 2013 o instituto iniciou um programa de revitalização da cultura da palma forrageira. Além dela, trabalhamos também com mudas florestais nativas como umbuzeiro, quixaba, aroeira, cumaru, entre outras. Nosso objetivo é termos cada vez mais a capacidade de articulação com diferentes instituições que atuam nessas localidades atingidas pela estiagem para cooperar com esse trabalho de convivência com o Semiárido, uma das expertises da Diaconia”, disse João Macedo

Aproximadamente 2 mil unidades de três espécies resistente à praga serão plantadas nas terras da agricultora

Dona Beta, que mora no Sítio Vertentes, foi a beneficiada no recebimento das mudas. “A estiagem prejudicou muito o solo. Com a chegada dessas palmas vamos recuperar a terra, alimentar os animais e ainda ajudar outros agricultores cedendo mudas para eles também. Estou muito feliz com a ajuda”, festejou ao lado do marido, o também agricultor, César Freitas.

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Promoção e Defesa de Direitos // Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará

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