Projetos apoiam entidades parceiras com geração de renda

Grupo de catadores recebeu uma máquina de processamento de garrafas PET para produção de vassouras

Junto a entidades parceiras, a Diaconia elaborou dois projetos de compra de equipamentos que fortalecem a geração de renda no Sertão do Pajeú (PE). Os projetos apoiam ações desenvolvidas pela Diocese de Afogados da Ingazeira (através do Grupo Fé e Política) e Associação Agroecológica do Sertão do Pajeú (AASP).

A primeira iniciativa apoiou catadores (as) de Afogados da Ingazeira e São José do Egito, com a compra de uma prensa e duas máquinas de fabricação de vassouras a partir de garrafas PET (foto). O recurso do projeto foi levantado durante a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, sendo gerenciado pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC). Ao todo, foram 38 propostas aprovadas em todo o país.

Já a AASP está equipando sua cozinha comunitária na comunidade de Retiro, em São José do Egito, com 2 freezers de 503 litros, uma máquina despolpadeira e uma balança digital. O projeto, de quase R$ 10 mil, tem o apoio da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE): “Com as máquinas, os agricultores (as) vão aumentar a capacidade de armazenar as frutas e polpas. A balança também vai ajudar na feira agroecológica, já que tem bateria”, afirma o assessor Adilson Viana.

A agricultora Elisângela Macedo, presidente da associação, afirma que serão beneficiados diretamente 25 agricultores. “Esse projeto trouxe muita vantagem, principalmente para quem trabalha na agricultura, porque quando as frutas chegam, não esperam. Temos famílias que tinham que alugar um freezer e outras que já perderam muita produção, por não terem onde colocar”, lembra.

A associação, que conta com sócios em 7 municípios, agora aguarda receber os selos de inspeção Municipal e Estadual para iniciar a produção. Mesmo com a quantidade de chuvas abaixo do esperado, as famílias comemoram as colheitas de manga, acerola, umbu e graviola. “Como os programas de aquisição de alimentos e alimentação escolar não estão garantidos, temos que conquistar novos mercados, mas para isso nossa maior necessidade agora é destes selos, para ficar de acordo com a legislação”, afirma Elisângela.

Por Carlos Henrique Silva, assessor de Comunicação da Diaconia

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