Semeia renova práticas de convivência e manejo com a Caatinga

Oficina prática de recuperação de áreas degradadas em processo de desertificação

Comemorada no início do mês, a Semana do Meio Ambiente (Semeia) se expandiu, e continua repercutindo no pensamento e na prática de famílias agricultoras e sociedade do Sertão do Pajeú (PE) e Oeste Potiguar (RN). Em cada região, a Diaconia se articulou com diversas instituições parceiras na promoção e defesa da convivência com o bioma da Caatinga, através do tema “Caatinga: Guardiã da Vida do Semiárido”.

No Rio Grande do Norte, um seminário e caminhada contou com a participação de vários agricultores e agricultoras, integrantes de associações comunitárias e grupos de mulheres, no município de Caraúbas. Um dos destaques foi a palestra do engenheiro agrônomo João Macedo Moreira, consultor do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), que trouxe, além dos dados técnicos, diversas dicas de preservação e recuperação de áreas degradadas pela desertificação.

Renques de contenção e sedimentos feito com pedras, para evitar a erosão do solo - comunidade Cajazeiras (Umarizal)

“Os agricultores ficaram bastante entusiasmados, e pediram para que o professor voltasse para demonstrar diversas práticas, como o raleamento, defensivos naturais, água de vidro e renques de contenção”, afirma a assessora político-pedagógica Ana Paula Gomes. O resultado foi a volta do técnico nos dias 20 e 21 para uma oficina de campo com as famílias da comunidade Cajazeiras, zona rural do município de Umarizal.

Na área urbana, uma parceria com o Centro Presbiteriano de Apoio à Criança (CEPAC) está promovendo a implantação de uma horta urbana comunitária no quintal da instituição. A capacitação envolve adolescentes, jovens e adultos da Igreja Presbiteriana de Umarizal, e da comunidade do entorno. “Têm sido dias de muito aprendizado e troca de conhecimento”, lembra o auxiliar técnico José Edson Silva.

A campanha também busca pressionar o poder público a cumprir seu papel de fiscalizar e combater os crimes contra o meio ambiente. Cartazes espalhados por diversos locais públicos mostram os principais espaços seguros para denunciar o desmatamento, as queimadas e a caça ilegal nos ambientes de preservação.

*Por Carlos Henrique Silva, assessor de Comunicação da Diaconia.