Sociedade civil se mobiliza contra reformas e perdas de direitos

Junto a grupos apoiados e organizações parceiras, a Diaconia somou esforços no último dia 28 de abril, e marcou presença nas ruas de suas quatro áreas de atuação, protestando contra as propostas de reforma da legislação previdenciária e trabalhista, que atingem mulheres e homens de todas as idades. Também serão levantadas bandeiras em defesa da agroecologia, e de combate ao desmatamento e à violência contra mulheres e jovens.

“As medidas previstas significam o retrocesso das conquistas dos movimentos de mulheres, da classe trabalhadora e estudantes. Elevando a idade mínima da aposentadoria no campo, ou aumentando o valor e o tempo de contribuição, o trabalho rural é desvalorizado. Estaremos na rua para impedir a Reforma da Previdência Social, e para reestruturação da democracia do nosso país”, afirma a assessora político-pedagógica no Oeste Potiguar, Risoneide Lima. Na região, dois atos mobilizaram as populações do Alto Oeste, no município de Pau dos Ferros, e Médio Oeste, em Caraúbas.

Mulheres de igrejas também foram às ruas contra a violência e a perda de direitos

No Sertão do Pajeú, um ato de rua foi organizado a partir das 7:30, com concentração no Sindicato dos Trabalhadores/as Rurais e caminhada pelas principais vias e comércio de Afogados da Ingazeira, com encerramento em frente à praça da Igreja Matriz. Em Fortaleza, a instituição se integra ao Movimento Fé e Política do Ceará. Já no Recife, a greve geral contou com concentração e ato público às 14h na Praça do Derby, e caminhada em direção ao centro da cidade.

Uma das entidades a liderarem a mobilização, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) chama a atenção para o acompanhamento do voto de cada parlamentar, como forma de não reeleger em 2018 quem se posicionar contrário à maioria da população. A CUT também inclui na pauta a reforma trabalhista já aprovada na Câmara, que pode ocasionar um mercado de trabalho com menor proteção, facilitando a demissão e dificultando o acesso do trabalhador à Justiça do Trabalho — clique aqui e confira as principais mudanças.

Igrejas membro da Diaconia, como a Metodista, Episcopal Anglicana (IEAB), Luteranas (IECLB e IELB), Presbiteriana Independente (IPI) e Congregacional, e outras entidades parceiras, também se posicionam de forma contrária às reformas (confira abaixo os pronunciamentos):

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Igreja Metodista

Aliança Evangélica Brasileira

Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil)

Por Carlos Henrique Silva, assessor de Comunicação da Diaconia

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