5 lições que aprendi com pessoas incríveis ao longo do caminho

Durante meus 33 anos, aprendi algumas lições tanto pessoais quanto profissionais que quero compartilhar com você. Aprendi com amigos, parentes, chefes, parceiros e também com aquele povo que preferimos esquecer. Nem sempre aprender essas lições foi fácil. Aliás, muitas vezes foi com muitas lágrimas e xingamentos (sou humana, poxa, me deixa!). Vamos a elas.

1. "Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir". Amyr Klink

Essa, quem me ensinou a muito custo foi meu ex-chefe amado Rogerio Salume, CEO da Wine.com.br. Também teve uma ajudinha do também meu ex-chefe na Wine, Ricardo Flores, alguém que aprendi a admirar MUITO depois de tanto bater de frente.

Perfeccionista era pouco para me descrever. Eu era realmente obcecada por detalhes, e enquanto não estivesse tudo 100% do jeito que eu queria, eu preferia não lançar e adiar os projetos, a lidar com as críticas que pudessem vir por algo não estar tão incrível assim. E assim, vocês podem imaginar, muitas das minhas ideias não saíam do papel.

Com eles, aprendi exatamente o que esta frase do Amyr Klink quer dizer. É melhor começar. Mesmo que com algo mais simples. Depois de criado, de ser colocado em prática, é muito mais fácil evoluir. Então, que em 2016, todos nós possamos tirar nossas ideias do papel, partir de alguma forma, mesmo que a gente ache que ainda não está 100%. Que a gente possa entender que podemos chegar no ótimo se criarmos e lançarmos algo "bom o suficiente para começar". Bora tirar as ideias da cachola e fazê-las acontecer? :)

2. Com os erros, a gente aprende. Siga em frente sem medo e cometa novos erros. Os repetidos, a gente faz igual figurinha: troca.

Essa, eu aprendi com o Anselmo Endlich, também meu ex-chefe na Wine, e um dos caras mais geniais que já conheci. Também tive ajuda do Rogerio nesse processo.

Um dia, ainda no meu período de experiência, cometi um erro que poderia ter custado bastante à empresa. Graças a Deus nada aconteceu. Mas o medo de ser demitida me assombrou durante dias. E claro que, assim que identifiquei, avisei ao meu gerente, Douglas, que tentou me tranquilizar. Dali a uns dias, fui conversar com o Anselmo e pedi desculpas por aquele erro. A resposta dele?

"kkkkkkkkkkkkkk… relaxa!"

Juro! Dali a um tempo, em um evento para os executivos, tivemos uma palestra de uma coach. E ela perguntou como era a tolerância ao erro dentro da Wine. E Anselmo, mais do que depressa, respondeu: "100%. Na primeira vez que aquele erro acontece. Se o mesmo erro se repetir várias vezes, aí sim temos um problema. Mas erros novos, a tolerância é 100%".

E durante os 4 anos em que estive lá, foi isso que eu vi. O problema não é errar. O erro faz parte do processo de aprendizado e inovação, tanto que a Wine já foi reconhecida entre as 7 empresas mais inovadoras do Brasil. O problema é omitir e persistir no erro. Transparência é tudo nessa vida. E a capacidade de aprender e seguir em frente é o que nos faz evoluir.

3. Nem sempre vamos fazer o que a gente quer. Muitas vezes, precisamos fazer aquilo que é necessário no momento.

Não consigo nem dizer o quanto essa lição já me fez sofrer. Se algo era diferente das minhas expectativas, eu fazia o melhor que podia, mas continuava lutando internamente, achando que o universo conspirava contra mim.

Foi assim na campanha presidencial de 2010, quando eu era responsável por monitoramento de mídias sociais. Bila Amorim, minha coordenadora, queria que eu continuasse com monitoramento. Eu, queria ir para o time de relacionamento com influenciadores. Na época, fiquei bem chateada: poxa, eu já não tinha provado meu valor? Que eu era boa no que fazia? Por que me "punir" me mantendo com atividades das quais eu não gostava?

O que eu não entendi na época foi que era necessário. Precisavam de mim no monitoramento, e não era uma punição: era justamente por eu ter mostrado que era boa. Moral da história: hoje eu simplesmente AMO monitoramento e métricas. Sério, a inteligência que a gente tira disso, a tomada de decisão consciente, a análise de dados… Cara, isso me fascina! E eu só tenho a agradecer às fofas Bila e Mari (Mariana Oliveira), que também foi minha coordenadora nessa época, pela paciência e por me mostrarem o valor do que eu fazia. :)

4. Na maioria das vezes em que as pessoas te decepcionam, a culpa foi sua.

Expectativas são um câncer. As pessoas são diferentes, e na maioria das vezes, quando elas te decepcionam, não é culpa delas. Às vezes elas simplesmente não têm a intenção e nem sabem que te magoaram.

Aliás, isso eu aprendi não só na prática, mas também em um trecho do livro "Comer, Rezar, Amar":

"Aconteça o que acontecer, não fique com raiva. Se ficar com raiva, vai perdê-la, e isso seria uma pena, porque ela é uma pessoa maravilhosa e ama você."

E outra: nem todo mundo é amigo para todas as horas. A gente tem aquele amigo para desabafar. Ou aquele que tenta te animar. Ou aquele que vamos falar apenas de trabalho. Ou aquele que vai topar uma viagem muito louca. Aquele que quer um momento mais intimista, um jantar em casa ou um cinema. Se você quer que o coitado que topa uma viagem muito louca seja o mesmo que vai te ouvir e te dar conselhos naquelas horas em que você está pra baixo, pode ser que se decepcione.

Aceite que as as pessoas são diferentes. E é justamente aí que está a graça.

5. Parar de fugir e perdoar.

2015 foi o ano em que aprendi a perdoar. Perdoar os amigos, perdoar os familiares, me perdoar.

Às vezes, levou algum tempo. Eu precisava sumir um pouco pra colocar as ideias e o coração no lugar.

Pra mim, sumir sempre foi fácil. Voltar é que era o problema. E este ano, consegui fazer isso em diversas situações. Parei de fugir e simplesmente passei a procurar entender. Ceder em alguns momentos, bater o pé em outros, e viver bem com isso. E valeu a pena. Muito!

E você? O que tem aprendido que vale a pena passar pra frente? :)

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