Se eu falasse a língua dos homens…

Sempre vi muita gente que não consegue falar a língua das pessoas comuns, dos leigos. Profissionais que soam técnicos demais, e por isso, o cliente não consegue entender o que é feito para solucionar os seus problemas. Ou ainda, profissionais que querem se diferenciar soando rebuscados e inatingíveis.

Eis que hoje, recebo a frase abaixo na newsletter diária do Simon Sinek, do Start With Why (aquele do TED):

It doesn’t matter how much we know. What matters is how clearly others can understand what we know.

Isso é algo que busco desde que comecei a estudar na faculdade: soar clara, simples. E acredito que é o que tem me ajudado a alcançar o reconhecimento que tenho tido entre os profissionais e clientes que já trabalharam comigo: a capacidade de ser didática.

É um exercício que faço sempre: se estou escrevendo, qualquer termo técnico é imediatamente trocado ou explicado por uma frases simples. Se estou dando aula ou explicando como funciona um processo, busco falar da mesma forma.

Os eruditos podem dizer que isso é "raso", ou "se nivelar por baixo". Eu digo que não. Acredito que seja um poder incrível: o de transmitir e compartilhar conhecimento, o de explicar algo complexo de uma forma simples.

Aliás, Sergey Brin, co-fundador e presidente do Google, tinha o hábito de pedir o seguinte a quem estivesse sendo entrevistado para uma oportunidade na gigante do Vale do Silício:

Vou sair da sala por 5 minutos. Quando eu voltar, quero que você me explique algo novo e complicado.

Essa era a forma que Sergey tinha de garantir que as entrevistas não fossem uma total forma de tempo. E claro, de aprender e de conhecer as habilidades de compartilhar conhecimento de quem estava ali buscando por uma vaga no Google.

Por isso, tão importante quanto saber, é ensinar. É mostrar que seu conhecimento não está em palavras técnicas ou rebuscadas: e sim mostrar o quanto você conhece aquele conceito falando um português claro, simples e objetivo.