Espanhola

Saí do banheiro ainda com os lenços umedecidos nas mãos. Ele estava sentado no sofá, os braços esticados sobre o encosto. Havia uma luz escura, velha e incandecente. Uma luz velha, sombria e sexy.

Sentei em seu colo. Sempre quis fazer isso. Nos beijamos dessiclonizadamente (eu ainda não sei beijar!) com saliva e meus dentes em seus lábios superiores. Ele colocou a sua mão embaixo da minha blusa e percorreu todo meu abdome. Talvez minha posição estivesse impedindo de ir além.

Levantei, tirei minha calça jeans, me ajoelhei em sua frente. Abaixei sua bermuda e fiz meu trabalho de casa. Movimentos vigorosos com a boca na região da glande como diz uma revista. Prende a respiração e leva o pênis até a sua garganta, diz outra revista. Saliva, muita saliva! Olha pro gato! Gemidos, veias dilatando, pernas contraindo. Me puxou pelos cabelos, meio úmidos, meio secos e fez o que eu gosto: Passou o pênis em meus lábios, me fazendo sentir uma atriz de filme pornô. Entrei na personagem.

Nossas roupas foram tomando seus devidos lugares no chão. Levantei, abri a mochila e pequei uma coisa estranha chamada lubrificante à prova d’água. Sem sair do personagem, me lambuzei com o tal lubrificante, deixando curioso. Voltei a ajoelhar na sua frente e, sem sair da personagem, segurei meus seios e coloquei seu pênis ali mesmo, entre eles, e antes de qualquer movimentação, ouvi suas expressões de êxtase do êxtase: Ai, meu Deus!