BÁLSAMO — (Caloncho)

#Mexico

Caloncho é um artista que não dificulta muito o trabalho de entender qual a proposta que ele quer entregar num trabalho. Bálsamo, novo disco do mexicano, tem como abertura a frase¨Un masajito de mente¨. Difícil é pensar outra forma de definir as 13 faixas do álbum diferente dessa: uma verdadeira massagem — mais puxado pra ioga — para a cabeça em meio a loucura dos dias atribulados da cidade grande.

Parece que a idéia de Fruta, álbum que já tem dois anos de lançado, segue firme em Bálsamo e Caloncho permanece no propósito de permitir a qualquer um ser transportado a uma festa a beira mar em qualquer lugar que se tenha um fone-de-ouvido a mão. A principal diferença? Se em Fruta, o acústico reinava e a festa era para aproveitar o sol, o novo disco dá para encaixar em um alegre panorama de começo de noite. Os sintetizadores vieram para dar uma vibe años oitenta muito bem-vinda.

Nas treze músicas do CD da pra viajar pensando no namoro que está começando, naquela paixão que já tem lugar cativo no coração, naquele amor que já não está lá essas coisas, no amor que simplesmente já não está, na família e até mesmo nos animais de estimação. São letras fáceis e que mesmo simples estão longe de serem vazias de sentido. ¨No Me Caigo Bien¨ é toda uma reflexão sobre autoestima condensada em 1:33 min de música lindamente instrumentada quase que com só o violão.

Imperdível eu diria que são, além de ¨No Me Caigo Bien¨, ¨Mascota¨, ¨Campamocha¨ e ¨Brillo Mio¨.