eco
A vida tem suas curvas, acentuações, destinos… Não prevemos o pior, nem esperamos pelo melhor, quase nunca. Nesses dias frios, em que a gentileza e o caráter soam como exceção, em que o “doar” é mais aparição do que doação, vemos que a natureza clama pela redenção, nós clamamos por verdade. Nós, em nossa não-verdade, suplicamos ao dono dela, sua palavra, seu conselho e sua direção.
Nossos medos e questionamentos nos levam a crer que a breviedade dessa vida nos permitirá aproveitá-la da forma que dizem por aí: “nos permitindo” — na nossa forma e do nosso jeito. A estrada larga de nosso arbítrio livre nos permitirá viver essa vida e nos levará, em nossa essência, ao caminho que parece reto, sem curvas , sem acentuações e em clima aparentemente não adverso nós nos veremos sorrindo e pulando, gritando uma alegria que os felizes não costumam gritar, comendo de frutos num jardim de cores — não reais.

As cores desse lado da montanha faz-nos acreditar que a realidade do que “parece ser” é maior do que aquela que “será”.
Fecho os olhos e ainda sinto o ecoar da sua eternidade me chamando por caminhos estreitos…quando abro os olhos vejo gorilas rosas.
