Entre partidas e rotas desconhecidas, insisto em me lançar por caminhos incertos, insisto no desconhecido colorido mundo a qual me prontifiquei em participar. Ajudar? Enquanto o brilho do lisérgico e as mais variadas doses dilatam minha pupila? Meu coração se contrai, de modo que não mais músculos, mas fechado em crostas, pedra e pomes* endurecidas por algo que um dia foi um vulcão em atividade. Hoje, mais um vulcão adormecido.

Ser usado* nos termos igrejados implica somente em assumir a farda e colocar todas as condecorações verbais e não verbais que recebi pra provar algo dentro de um determinado círculo social? Espera…

Cada um escolhe o seu deserto, consequentemente também escolhe o caminho que deseja percorrer, um infinito cheio de areia, sem caminho de volta, sem casa, sem rotinas… abandona-se tudo que viveu e agora, a partida e o norte* já tem outro significado, em ambos os sentidos.

Somos, ao mesmo tempo punidos e comissionados, desejamos sempre prosseguir sem manchas, sem resquícios de gente que veio e foi. Respondo: É impossível não carregar partes e meios de alguém. Lacunas que não se fecham com facilidade, nua realidade que, agora, será desértica até que encontremos um novo abrigo, um Oasis, talvez.

Às vezes sinto minha vida dentro de um vinil do Magical Mistery Tour.


Irei sim carregar as cicatrizes que irão provar que estive em batalhas que ninguém me viu lutar aqui…

Não, ninguém sabe das delícias e dores de ninguém, e acredite, isso é lindo.