Das coisas imaginárias

“You are beutiful”, me disse antes de dormirmos.

À noite, eu sonhei que tinham construído um muro entre a gente.

Eu tentava ir para trás na nossa conchinha e não conseguia.

Tentava destruir o muro com a minha bunda. Mas ele nos separava friamente.

Pela manhã perguntei se incomodei, se tentei invadir o seu espaço.

Me respondeu que não.

Durante o dia eu fiz coisas erradas que foram destruindo a nossa relação.

Eu mesmo construí o muro.

Na verdade, acabei traindo.

E o muro foi erguido. Parece imponente, alto e indestrutível.

Talvez na próxima era ele seja derrubado, mas nessa vai ser um pouco difícil.

Quando eu te traía, ouvi uma pergunta interessante: “You don’t have tattoo. Why?”

Essa pergunta é intrigante pelo contrário dela. As pessoas geralmente dizem: “Você tem uma tatuagem. Por que?

Foi curioso responder porque eu não tenho tatuagem.

Mas eu penso em fazer uma. Eu sempre digo isso.

Na verdade, eu tenho uma tatuagem. Ela só é imaginária, por enquanto.

Talvez um dia ela se concretize. Mas aqui na minha cabeça ela já existe.

16–06–2016