Gestão de Capital de Giro
A gestão do capital de giro compreende um processo de tomada de decisões voltadas para preservar a liquidez da empresa. Estas decisões envolvem basicamente compra e venda de ativos, além de atividades operacionais e financeiras decorrentes, como política de estocagem, reposição de estoques, produção, entrega de mercadorias e prazo de recebimento.
A liquidez da empresa é definida por Hoji como “a capacidade de pagar compromissos de curto prazo”. Em sentido amplo, a liquidez é relacionada com as disponibilidades somadas aos direitos e bens realizáveis no curto prazo. Em sentido restrito, a liquidez é relacionada somente com as disponibilidades.
A gerência do capital de giro abrange duas questões principais:

1. Quanto deveria ser investido nas contas do ativo circulante?
2. Como estes investimentos deveriam ser financiados?
As respostas implicam o entendimento das contas do caixa, das contas a receber, dos estoques e, para a segunda questão, do passivo circulante. Por esta razão, o capital de giro é conhecido também como capital circulante, e o capital de giro líquido é conhecido como capital circulante líquido.
O maior problema no gerenciamento de capital de giro é a sincronização temporal entre os seus elementos constitutivos. Para a empresa produzir, são necessários recursos financeiros até que o produto da venda seja efetivamente recebido, salvo nos casos excepcionais de clientes que pagam adiantado. Com isso, em função da não sincronização entre produção, vendas e cobrança ou recebimento, surge a necessidade do gerenciamento de capital de giro.
