Animal Político (2017)

✯ ✯ ✯ ✯ ✯ ✯ ✯ ✯ ✰ ✰ 8/10

O filme tem aquelas alegorias bem diretas, que já se tornaram tão comuns que as vezes parecem soar pedantes: Como mostrar uma espécie de crítica ao consumismo com a crise existencial no início do filme, aos pensamentos vazios e mesquinhos da sociedade, comparar as pessoas a zumbis controladas por governos ou mídia televisiva como nas cenas do ruído da TV, seguido da meditação, etc.

Não só as alegorias, mas as referências também são bem claras como o monolito de “2001 — Uma Odisséia no espaço” ou mesmo a grande pergunta de “Guia dos mochileiros das galáxias”. Não há nada muito de genial, é apenas reflexivo e divertido de assistir.

Ainda sobre as alegorias, acho que sempre é bom nos lembrar disso. Afinal, se as empresas nos bombardeiam de valores consumistas para se alcançar a felicidade, por que esses filmes não podem se vender para nos mostrar o contrário? Não há nada de errado nisso.

Eu particularmente gosto desse ar de no-sense que o filme quer passar, de que não há qualquer sentido ou utilidade na existência. (é niilismo que chamam?). Mas gosto quando é em filmes desse tipo, e não em coisas como Rick And Morty que eu não suporto, haha

Acho que ele tem um discurso parecido com o do filme “A Ghost Story” que assisti recentemente. A ideia é que a vaca (ou mesmo o macaco) são animais primitivos e que o fato dele virar um humano fantasiado, representaria o processo de evolução humano de um ser que joga cocô no outro para um que cria foguetes.

Mas que mesmo esse legado fantástico de “construção de foguetes” não serve de nada no final, já que podemos ser apenas uma ilusão criada por nossas próprias cabeças. Ou que o encerramento do mundo em algum tempo simplesmente apagaria qualquer vestígio de que algo inteligente existiu. 
Então o que importa afinal? Nada importa.

No mais, são engraçadas as cenas, principalmente do personagem a olhar diretamente para um cesto de lixo “por horas”. Ou dela a rezar o “Arial 12, justificado, amém” com a bíblia do ABNT.

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