Christine (2016)

Mesmo depois de 40 anos a cultura do sangue e vísceras ainda predomina, é só ligar a TV no horário do almoço que ainda se vê todo esse sensacionalismo. Os profissionais são forçados a trabalhar em favor da audiência. Não é raro encontrar as motos reportagem a seguir os policiais para registrar toda a ação em tempo real. E quanto mais tiroteios, melhor!
E Quem se interessa pelo que a vítima tem a falar? O que importa é fazer um close perfeito da cena do incêndio. Ou gravar brigas com celulares em vez de separá-las. Isso sem contar com o clickbait na internet…

Sobre o filme, interessante tentar ler os pensamentos dela, de como a ideia foi a se formar no decorrer das frustrações profissionais e pessoais. Aquelas últimas cenas foram tensas, ela estava quase como um robô, com um só objetivo na cabeça….

Curioso como até depois do tiro ter acontecido, ela ainda não era levada a sério pelo chefe. Ele ainda disse “Muito engraçado, Christine”, ainda em tom de reprovação.

No mais, nossas vidas são um embaralhado de fios coloridos. E aliás, foi legal essa analogia com o código de cores de Cooper. Acho que a Christine cansou de ficar na condição branca e decidiu lutar pelas suas convicções. E essa foi a única maneira que encontrou de ser ouvida…

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