Merchants of Doubt (2014)

O ser humano quer ser o escolhido, o único que consegue ver o que os outros não veem. O único que age correto na multidão. 
O documentário fala basicamente dessa velha briga da humanidade de provar quem está certo e quem está errado, esquecendo-se do mais importante: Os dados. As causas e consequências verdadeiras. Em suma, tudo aquilo o que é real e o que realmente afeta nossas vidas. E os dados indicam que o aquecimento global é real.

E vai muito mais além do que uma mera guerra de opinião. Quem pode dizer o que eu devo ou não fazer? quem vai ser contra a liberdade? A quantidade de filhos que posso ter, que comida posso comer, ou com o que posso gastar? Logo o estilo de vida do “lado” conservador costuma ser o mais afetado com isso tudo.

Aliás, acho engraçado como os mais afetados realmente, seriam justamente os filhos desses empresários podres de ricos dessas corporações. Fico a pensar: Será que eles só estão a ligar para o presente mesmo? Será que os efeitos do aquecimento global seriam realmente tão irreversíveis assim, que o dinheiro deles não resolveria o problema no futuro, mesmo que de forma tardia?

Achei interessante essa frase: “Os cientistas sabem tanto sobre o clima quanto um médico sabe sobre o corpo humano.”. E sobre isso, acho que muita gente ainda tem dificuldade de entender que a ciência está em uma busca constante atrás da verdade. Ela não é pedante de afirmar o que não sabe. 
E ainda existe uma diferença entre se dar o benefício da dúvida porque não se tem certeza, entre usar a dúvida para mascarar uma possível ou já concretizada verdade. Como o próprio documentário diz: já se sabia que os cigarros provocavam efeitos negativos no corpo 50 anos antes.

Gostei das analogias do filme, como do truque de mágica. Usar pequenas mentiras para esconder uma maior. A dúvida como controle nas relações humanas. E depois que se vê a verdade, é difícil desver. 
Além dessa, gosto também quando comparam os efeitos do cigarro com os efeitos do aquecimento global. Em certo momento, eu conseguia ver aquelas enormes chaminés como grandes cigarros a soltar fumaça, sendo o planeta nosso corpo.

No mais, Engraçado que o documentário é de 2014 e já haviam diversos acordos climáticos ignorados. Mal sabiam que em 2017 os EUA sairiam de mais um recém criado (Acordo de Paris).

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