Saneamento Básico, O Filme (2007)

✯ ✯ ✯ ✯ ✯ ✯ ✯ ✯ ✰ ✰ 8/10
O filme é deveras legal de assistir, bastante engraçado. (Em especial a cena que ela tem que falar a marca da roupa “Lindeza” e toda a atuação robótica, haha).
Gostei bastante sobre a parte de criação de cinema. É interessante para mostrar como mesmo em filmes simples, existe toda uma dificuldade de produção. Acompanhar como eles em sua total inocência sobre o que estão a produzir, conseguem evoluir e chegar no produto final (Acho que conseguiu transmitir bem o que se passa nos bastidores de um filme). Entre as etapas e dificuldades que enfrentam, estão o início com o conceito do que é ficção, discutir o título do filme e os nomes de seus personagens, regravar cenas, patrocínios, pós produção, figurantes, utilização de musicas com direito autoral, incoerências de roteiro, entre outros.
Eu acho que o filme não se deixa concluir, mas mesmo com a carga de orgulho que o filme gerou na cidade, continuamos a nos perguntar se esse dinheiro do governo não deveria ter sido utilizado de fato na construção do esgoto. Talvez exista apenas uma falsa impressão de sucesso, já que ele veio apenas para o pessoal que estava envolvido no filme, além do acréscimo de turismo que a região ganhou. Mas a impressão que fica é que quem está de fora dessas bolhas não obteve nenhum ganho.
No mais:
“O cabelo faz do homem um ser misterioso que carrega na cabeça, na parte do corpo que é mais nítida e mais marcada, uma coisa rebelde como um mar e confusa como uma floresta. Está quase fora do corpo, é uma espécie de jardim privado, onde o dono exerce à vontade sua fantasia e sua desordem. É qualquer coisa que cresce e que transborda como se estivesse livre do domínio da alma.” Poema “Três alqueires e uma vaca” de Gustavo Corção.
