Sound of Noise (2010)

Russolo refere que até ao Século XIX e ao advento da Sociedade Industrial, o ruído não fazia parte da sociedade. A partir do início do Século XX, o ruído começou a ser parte integrante do quotidiano, com as fábricas, os meios de transportes e outras diversas máquinas. Então, o pintor e compositor italiano achava que se deveria incluir esses ruídos e sons (tidos como não-musicais) na linguagem musical convencional. Para tal, Russolo inventou um conjunto de máquinas e instrumentos de fazer ruído, a que deu o nome de Intonarumori

Sinto que esse filme falou comigo diretamente, haha. Porque realmente nunca tive ouvido musical e nunca gostei de música. Porém, a combinação de imagem + som me atraiu bastante. Refiro-me essa sintonia de toda cena do filme fazer correlacionar com o instrumento usado, até mesmo quando eventos não programados (a motocicleta da polícia por exemplo) acontecem, parece tudo fazer parte de um conjunto, uma espécie de orquestra do cotidiano, haha.
Acho que essa crítica (independente de ser negativa ou positiva) em relação à música muito válida. Os sons refinados em relação às notas simples, ou até mesmo do valor do silêncio. Afinal, Se não fosse o silêncio, não haveria música, pois a música é formada justamente por esses intervalos de “vazios” entre as notas.
Além é claro da ideia erudita em oposição ao som anárquico do grupo, não só como valor sonoro, mas como separação de classes sociais.
O que foi aquela música dos tratores?? Bem que os filmes “normais” poderiam utilizar músicas tão empolgantes quanto essas. Acho que falta muito isso de sincronismo também, muitas vezes as trilhas sonoras nos filmes não casam com o que está a ser mostrado. A sequência com as luzes dos prédios também é muito boa.
No mais, engraçado o senhor a levantar a senha com o número a ser chamado no painel do banco, haha
