Stockholm Stories (2013)

Gostei e ri das histórias, principalmente da obsessão dos personagens. A paranoia do cara com a carta escrita em seu nome, a confusão com o sorteio da cesta e o roteirista que quer ter sua história lida a todo custo foram engraçadas de tanto que os personagens insistiam. Com destaque para a da carta: ainda existem listas telefônicas? Mas a ideia da carta randômica é legal, lembrei de filmes como Medianeras (2011), que também retrata isso da solidão de metrópole e encontros do acaso.
A antologia fica confusa no início do filme, mas de praxe nesse tipo de filme é recompensado no final. É satisfatório o roteirista amador do filme conseguir a sua história de que precisava e ao mesmo tempo fazer com que os personagens se encontrem. Se em “Magnolia (1999)” temos o sinistro dos sapos a cair do céu para unir as pessoas, aqui temos o apagão como essa fonte de conexão. O curioso é que já havia visto um filme sueco chamado “Sound of Noise” também com a ideia do apagão.
No mais, a luz e a linguagem as vezes pode nos impedir de ver a realidade como ela é. Somente quando a luz se apaga e quando e vem o silêncio, é que nós percebemos que só havíamos visto sombras.
