Oi Diego, obrigado pelo seu comentário.
Andre Mazzetto
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Nem vejo problema no gado comer milho, mas sim em comer em um espaço confinado. Um semi-intensivo por exemplo, com trato de ração à base de milho + pasto acho viável e acredito que seja justo com o bem estar animal e aliado à genética possibilita a precocidade.

Agora vão as minhas dúvidas, já que você se empolgou (hahaha)

  1. Uma dúvida que sempre tive no silvipastoril é na questão do eucalipto. Ele é realmente prejudicial ao lençol freático ou é lenda?

2) Não entendo de agronomia, mas pelo que entendi do que você disse, a grande preocupação do fertilizante é do nitrogenado (N), procede? O P e K (e micros), que não são voláteis, não são nocivos, no que se refere à aquecimento? Vi um documentário esses tempos em que dizia que o uso de fertilizantes no meio oeste americano estava criando uma zona morta no oceano, milhares de km longe do ponto de uso dos fertilizantes. Os fertilizantes estavam sendo transportados pelos rios e ao desaguar no mar geravam uma zona sem vida. Então, se formos falar em sustentabilidade como um todo e não só aquecimento global, e se o documentário estiver correto, temos um problema aí também, certo?

3) Acho que muitos produtores (aqui no MS pelo menos) já se conscientizaram de que a intensificação através de manejo/reforma/recuperação/integração/genética é o único caminho possível socialmente e financeiramente. O ciclo é lento e muito da velha guarda não vai mudar o jeito de trabalhar, mas acredito que os que não se enquadrarem serão expurgados com o tempo.

Pena que nosso cenário está retardando a modernização (monopólio, preços da @ no chão, crise, etc).

Parabéns pelo enfoque dos seus estudos cara. Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas acredito que em 20 anos teremos uma pecuária totalmente diferente da que temos hoje, graças a atitudes como a sua.

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