Ao colocar o "neoliberalismo" como rival e reavivar o fetiche no Estado, a esquerda desperdiça essa experiência dos anos 60/70 e tudo que se produziu experimentalmente, com erros e acertos, em termos teóricos e práticos nos anos posteriores, reduzindo-se a uma idolatria do Estado que fatalmente termina na mesma tecnoburocracia verticalizadora, dirigista, corrupta e ineficiente. Ou seja, uma oligarquia de forma estatal que abre o flanco para que o "Mercado" apareça como flanco de renovação, como elemento "modernizador".
A ofensiva do aceleracionismo capitalista
Moysés Pinto Neto
364

Seriam herdeiros da esquerda formada pela burocracia do partidão na mesma época?