O próximo Zuckerberg pode estar dentro da sua empresa

Se olharmos a trajetória de grandes nomes do mercado de tecnologia, como Steve Jobs, sabemos que aos 13 trabalhou na HP em um summer job e anos depois criou a Apple. Evan Williams deixou o Google para criar o Twitter, Justin Rosenstein deixou o cargo de Product Manager no Facebook para criar o Asana. No Brasil, temos o exemplo do Tallis Gomes da EasyTaxi, que trabalhou em empresas como Ortobom e Cinema Severiano Ribeiro antes de sair para criar o próprio negócio e o brasileiro Júlio Vansconcellos que também largou o cargo de Country Manager no Facebook para criar o Peixe Urbano.

Com o amadurecimento do ecossistema brasileiro e a agilidade para abertura de empresas (acredito que 15 dias apróx. por aqui), a barreira para iniciar um negócio próprio diminui, assim como aumenta a competitividade e a necessidade de inovar nos produtos e serviços. Nesse exato momento, algum profissional AAA que hoje é funcionário de alguma empresa está construindo o próximo unicórnio(empresas acima de $1 bi) em algum lugar do mundo, isso é fato.

Qual valor a HP pagaria para reter um talento como Steve Jobs? Quão arrependido o Facebook ficou em não contratar Brian Acton em 2009 e vê-lo 5 anos depois vender o WhatsApp por $16 bi para a rede social? A própria Ortobom, poderia estar inovando e vendendo muito mais colchões com Tallis Gomes, como executivo.

Esses cases de sucesso aparentemente acontecem do dia para a noite, mas na prática existe muito suor e dedicação para executá-los, no geral o empreendedor vive uma verdadeira montanha russa no seu dia-a-dia.

Acredito que as empresas podem se beneficiar ao olhar para dentro de casa e extrair o máximo potencial de seus colaboradores, dentro de um modelo interessante para ambos e com perspectivas claras, como por exemplo, um plano de carreira bem definido, horário destinado a brainstorms e criação de projetos engajadores, espaço para discutir os rumos da empresa e voz ativa para que ele(a) se sinta parte do negócio e tenha um propósito.

São dezenas de startups feitas por ex-Googlers, com isso a empresa resolveu criar políticas de retenção de talentos, como criação de horários e espaços destinados a criação de novos produtos, onde o Google se torna sócio da iniciativa e acompanha de perto seu desenvolvimento.

A falta de diálogo e principalmente de motivação no trabalho, leva sonhadores a deixarem seus cargos para criar produtos fantásticos, que os satisfazem profissionalmente e impactam milhões de pessoas.

Será que o próximo Zuckerberg não está trabalhando hoje na sua empresa? Para reconhecê-lo é fácil, repare bem o brilho nos olhos de cada pessoa e no poder de execução, são características comuns nos melhores empreendedores, independente do produto ou segmento.

Invista no seu funcionário, não deixe sair um AAA pela porta, amanhã você poderá estar trabalhando para ele ou sendo seu cliente.