Projeto de Pesquisa: digitologias Belo Jardim 2017

RESUMO: Projeto de Pesquisa 02/2017 — A 3Ecologias Inovação e Pesquisa visa potencializar ações em diálogo com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organizações das Nações Unidas. A presente pesquisa pretende desenvolver uma série de atividades de formação em Belo Jardim / PE — denominada digitologias: inspirações para um futuro abundante — com a presença de atores locais, regionais, nacionais e internacionais, bem como a constituição de um grupo de pesquisadores de campo com o intuito de garantir a amplitude e a eficiência de tais ações.

JUSTIFICATIVA

Digitologias: inspirações para um futuro abundante é um ciclo de conferências que integra o roteiro para a localização dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, uma ação mundial coordenada pela Organização das Nações Unidas entre governos, empresas, academia e sociedade civil para alcançar os 17 ODS e suas 169 metas, de forma a erradicar a pobreza e promover vida digna para todos, dentro dos limites do planeta. As iniciativas visam engajar os participantes na elaboração de propostas de implementação para seus territórios através de acordos consensuais.

Os ODS são parte de uma agenda ambiciosa e ousada para o desenvolvimento sustentável, que terá foco em três elementos interligados: crescimento econômico, inclusão social e proteção ao meio ambiente. A inserção de um plano de ação para o território em Belo Jardim pretende-se como ferramenta de cidadania, mantida por todos os parceiros envolvidos na preservação e restauração dos sistemas e estruturas hídricas urbanas. Entende-se nesse processo o papel de atores locais como relevante pois desempenham papel catalisador pilares do desenvolvimento sustentável: a justiça social, a preservação ambiental e a eficiência econômica. Os esforços para transformar as cidades em espaços mais humanizados são a força motriz deste ciclo de conferências.

A água é um elemento essencial para a existência da vida, sua manutenção e a vitalidade de todas as espécies em nosso planeta. Em sua relação com sua cidade e seu saneamento, configura-se como um direito fundamental. Ainda assim, é notória a dificuldade, em diversos níveis, para cumprir a realização desse direito.

Pretende-se demonstrar à população e às instituições envolvidas os estudos, projetos, propostas e políticas em andamento, e a confluência dentre todos esses conhecimentos e iniciativas, de forma a facilitar a pactuação de acordos entre os setores envolvidos e na elaboração de um plano de ação para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e tornar o mundo melhor para as futuras gerações.


OBJETIVOS

O objetivo das conferências é planejar, junto à agentes de diferentes esferas, ações que engajem os participantes na elaboração de propostas que contribuam com o território de Belo Jardim em conformidade aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas — ONU.

Dentre os objetivos específicos deste evento, destaca-se:

  • Realizar uma série de conferências no município de Belo Jardim;
  • Propiciar pesquisa de campo com atores locais processos pedagógicos que integrem a diversidade entre os saberes científicos e populares;
  • Identificar, fortalecer e desenvolver redes de parceiros que desenvolvam ações locais visando a resiliência da água e inovação ambiental;
  • Apresentar um marco zero sobre o atual panorama do saneamento em Belo Jardim;
  • Documentar o resultado dos encontros e propor um plano de ação para a melhoria da condição hídrica do município.

METODOLOGIA

A experiência acumulada pela 3Ecologias Inovação e Pesquisa em projetos pilotos de inovação entre Universidades, Governos e Sociedade se constitui a base metodológica desta proposta, que se pauta também em reflexões, métodos e políticas desenvolvidas no âmbito do meio ambiente, da economia da cultura e da educação digital no país nesta última década. A proposta visa um processo amplo, aberto, transparente e colaborativo de fomento à pesquisa científica a partir da mobilização de redes e comunidades, organização de encontros, debates, seminários e propostas de ações laboratoriais em espaços e territórios urbanos.

A primeira parte do processo consiste em mapear diversos atores locais e regionais envolvidos com o tema, através de grupos, encontros, eventos e seminários no território.

O próximo passo consiste numa convocatória para bolsas de pesquisa para atores locais segundo os critérios apresentados no anexo abaixo:

Em seguida, serão realizadas reuniões de acompanhamento com os pesquisadores em campo juntamente com os pesquisadores das instituições envolvidas. Diferentes ferramentas de comunicação digital serão utilizadas, a saber:

  • WhatsApp: Aplicativo para smartphones que possibilita a troca de mensagens entre grupos, bem como conferências telemáticas por voz e por imagem entre as pessoas;
  • Medium.com: Ferramenta para documentação em domnínio público das ações em campo;
  • Lista de emails: Troca de mensagens institucionais e específicas.

Serão realizados também encontros presenciais em forma de conferência composta por diferentes formatos de sessões, conforme disponível no anexo abaixo:

Buscar-se-á utilizar a ferramenta SAMBA — Saneamento Municipal do Brasil, anexo abaixo, para a construção de um marco zero sobre as condições do saneamento no município:

Munidos de um planejamento estratégico que visa o diagnóstico sobre o panorama atual do saneamento no município, os colaboradores têm papel fundamental na catalização, cartografia e documentação desses dados, no intuito de contribuir com o levantamento de indicadores e monitoramento dos quatro componentes do saneamento: abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Para isso, serão utilizadas as seguintes categorias de análises para a coleta, que será distribuída em 4 etapas:

  • Etapa 1 e 2: Universalização do acesso: um panorama da cobertura dos serviços de saneamento no município.
  • Etapa 1 e 2: Tecnologia apropriada: tecnologia baseada em conhecimentos e experiência técnica, visando trabalhar com a realidade local e de preferência com os materiais que mais facilmente se obtenha, sempre em busca de aperfeiçoamento para melhor atender às comunidades e aos objetivos de promoção da saúde pública e proteção ambiental.
  • Etapa 1 e 2: Qualidade da solução adotada ou do serviço prestado: análise sobre a qualidade e regularidade dos mananciais, abastecimento, produtos oferecidos, atendimento dos usuários e os relativos às condições operacionais e de manutenção dos sistemas, de acordo com as normas regulamentares e contratuais.
  • Etapa 2 e 3: Adequação: avaliar se houve melhoria da saúde pública e da proteção ao meio ambiente com a implementação de ações de saneamento no município
  • Etapa 2 e 3: Intersetorialidade: articulação das políticas de saneamento com as de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza, de proteção ambiental, da saúde e de ações que visem à integração das infraestruturas e serviços públicos de saneamento com a gestão eficiente dos recursos hídricos.
  • Etapa 3 e 4: Eficiência: análise de rendimentos e gasto de recursos energéticos, humanos e financeiros.
  • Etapa 3 e 4: Sustentabilidade: análise de informações financeiras sobre receitas, despesas e arrecadação sobre produção e distribuição de água e coleta, tratamento e disposição de esgotos.
  • Etapa 3 e 4: Participação e controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade o acesso a informações, representações técnicas e participações na formulação de políticas públicas, de planejamento e de avaliação relacionados aos serviços públicos de saneamento.

O grupos será organizado em equipes e cada equipe terá até 4 semanas para coleta e análise de dados qualitativos e quantitativos utilizando a plataforma SAMBA, via desktop ou dispositivos móveis.

A partir da coleta e análise dos dados, será produzido na 5ª semana um relatório de indicadores do desempenho do saneamento municipal que contempla a dimensão da infraestrutura implantada, os aspectos socioeconômicos e culturais, bem como a qualidade dos serviços ofertados e da solução empregada, com o intuito de apoiar a gestão por meio do monitoramento da evolução dos indicadores das componentes do saneamento básico.

Por fim, serão realizadas sessões focadas entre os pesquisadores para a documentação da proposta e como uma possível inserção de proposição construída na plataforma Mudamos+:


CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO


RESULTADOS ESPERADOS

Espera-se com esse projeto colaborar com a localização dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em sintonia com os desafios do território.

Espera-se também a construção de um plano de ação para o município, bem como um projeto de Lei a ser apresentado publicamente embasado por uma análise do atual estado do saneamento do município, resultado de um modelo de Programa de Laboratório de Inovação Ambiental como digitologias;

Num cenário ideal, é pretendido que o grupo de colaboradores se constitua como um conselho que se forme também por colaboradores locais, representantes de instituições públicas e privadas, parlamentares e representantes da juventude.


BENEFÍCIOS A SEREM ALCANÇADOS

  • Maior participação de cidadãos nas questões relativas as águas e ao saneamento em Belo Jardim;
  • Troca de conhecimento sobre as questões relativas ao tema;
  • Construção de um plano de ação para buscar a resiliência aquífera do município;
  • Marco zero do momento atual do saneamento no município atrtavés de uma plataforma online aberta para gestão dos dados e para a promoção e divulgação dos diagnósticos;
  • Projeto de Lei apresentado pela sociedade a respeito dos desafios hídricos da região.

PÚBLICO ALVO

O perfil dessa pesquisa destina-se à empreendedores, comunicadores, educadores, artistas, arquitetos, biólogos, cientistas, engenheiros, urbanistas, makers (fazedores), mestras e mestres da cultura popular, sacerdotes, empresários, inventores e interessados em geral. Poderão participar brasileiros e estrangeiros, com mais de 18 anos, residentes no município de Belo Jardim.

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