Homem de escritório

Um mero homem
de escritório
ar de gente
arrogante
ao mar de gente
miserável
ergue a voz
semi-imponente
impotente
e perfura o silêncio
que é tão importante.
Meus ouvidos
que ouvem mesmo
sem querer
sofrem o dano
dos fonemas venenosos
e num relapso sinal
de uma sinapse qualquer
meu encéfalo cinzento
manda a ordem à minha boca
e minhas cordas tão vocais
bocejando mal humoradas
se acordam e se tremem
proferindo três palavras:

“Morra tolo, idiota.”

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