O gosto amargo da exclusão

Ao longo da minha vida, tanto pessoal quanto profissional, tenho visto e vivenciado o quão é comum as pessoas excluirem os que consideram diferentes ou os que não têm a mesma maneira de olhar o mundo. Quando, na verdade, a real união (seja de equipe, seja familiar, seja entre amigos) é fortalecida justamente pelas diversidades de cada um.

A exclusão é algo recorrente e mais comum do que muita gente imagina. Não conheço ninguém que nunca tenha sido excluído na escola, na roda de amigos, na empresa em que trabalha. Os motivos são tão variados, mas nada justificáveis: todos apegados ao ego, à insegurança ao outro, à inveja, ao medo.

Sou filha de militar: desde minha infância mudávamos de cidade (de estado!) a cada dois anos. Conclusão: morei do Oiapoque ao Chuí! Literalmente! De uma hora para outra mudávamos do Pará para o Rio Grande do Sul, por exemplo. Imagina para uma criança? Mudar de escola todo o tempo. Culturas profundamente diferentes. Quando conseguia ser aceita na sala de aula, a mudança já estava pronta de novo. E lá íamos nós. Senti na pele, desde pequena, o desgosto da exclusão. Entretanto, como tudo na vida, há os dois lados, o negativo (nem preciso me prolongar) e o positivo. Aprendi desde cedo a ter empatia, a ser resiliente, a perdoar, a observar sem julgamentos, a compreender diferentes visões e culturas.

Já adulta e formada, senti e observei nas culturas empresariais que as exclusões profissionais conseguem ser mais cruéis, pois além do isolamento, a pessoa pode perder seu emprego por questões mesquinhas e pequenas (e injustificáveis!). Muitas vezes, um colega de trabalho da mesma equipe deixa de passar informações ou ajudar o outro por medo, por inveja, por insegurança ou pra sacanear mesmo! Dou risada! Sabemos que uma das leis universais é a de que o “mundo dá voltas”: aquele estagiário que você desprezou e excluiu poderá vir a ser seu próximo chefe. Assisti isso muitas e muitas vezes, nas mais variadas corporações.

Aprendizado de vida: quanto mais unida uma equipe, quanto mais o time coopera um com o outro, ajuda, ensina, compartilha informações, mais a empresa (e você mesmo!) cresce. E a chance de perder o emprego é muito menor. Vivemos a era de uma nova consciência coletiva. Não nascemos para vivermos sozinhos — precisamos um do outro, aprendemos um com o outro. A parceria e a generosidade só nos fazem ganhar lá na frente. A união é primordial.

Portanto, ao entrar em sua equipe um novo colega de trabalho (e, naturalmente, terá ideias, concepções de vida e opiniões diversas as suas), receba-o de braços abertos, de coração aberto, sem julgamentos. Você e sua empresa só vão crescer com essa “pequena” atitude. Fica a dica!

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