Chris Cornell e a miséria do sentimento humano contemporâneo
Carlos Guimarães
181

Olá Carlos Guimarães! Estava aguardando seu ponto de vista sobre o triste fim do Chris Cornell. Se ainda vivo fosse o saudoso Sub Pop, certamente teríamos um programa em homenagem ao homem/artista.

Homem/artista? É, eu coloquei uma barra. Penso que se conseguíssemos fazer essa distinção, consumir pessoas seria algo somente ficcional. Mas não.

A gente consome a obra. Consome o autor. Consome o que cerca o autor. Cultua. Devora. E mesmo assim temos a pachorra de agir sem apego emocional.

Obrigado pela reflexão.

(p.s.: especificamente desta vez eu aguardei seu ponto de vista devido ao fato de horas depois ser confirmado o suicídio. Eu estou em tratamento por ter tentado o mesmo ato duas semanas atrás. As pessoas que agora me apoiam, falam que o mundo precisa de mim, que o mundo seria ruim, etc. Mas é difícil aceitar que tu faz falta num mundo ao qual tu nunca se sentiu parte.)

Like what you read? Give Dinho Farias a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.