O evento que você respeita: Punga — Augusto Oliveira, A.L.MA e amigos!

A.L.M.A., Raffa Moreira, MOB79, Victor XAMÃ, Canella Fina, Hó Mon Tchain, Makalister juntos no mesmo palco.

Via RND

Em novembro de 2016 a festa Punga — palavra de origem africana que se dá a expressão de estar preparado para algo ou a postos — chegou quentíssima na Casa da Luz, em São Paulo, que faz jus à palavra e Augusto Oliveira, um dos organizadores, que comentou: “A gente tá pronto para estourar e fazer coisas maiores e melhores.”

A iniciativa de criar a Punga foi do coletivo paulista A-team, formado por Catarina Marçal, Aimée Regina, Augusto Oliveira, Julio Ajja, Dj Minizu e Dj Beans,com o apoio do grupo A.L.M.A que co-produziu a line-up.

Além dos organizadores, Punga contou com a participações de Raffa Moreira, MOB79, Victor XAMÃ, Canella Fina, Hó Mon Tchain, Makalister e ainda contou com a abertura de Morlockz e os sets dos Djs Minizu e Beans. Ao ser convidado pelo Rômulo Boca — integrante do A.L.M.A — , o Eloy Polêmico do Morlockz conta que ao saber quem eram os outros convidados a sua primeira reação foi: “Meu Deus do céu, que evento é esse? Cê juntou tudo isso mesmo?

A festa trouxe novos e grandes nomes não só da cena paulista, mas de norte a sul do Brasil, o Gah do Canella Fina conta que já tinha conversado com os outros e muitas das vezes pelo celular ou redes sociais, ressalta: “nos trombarmos pessoalmente e ainda em uma confraternização como essa, foi magnífico. Reencontrar irmãos também que há muito tempo não via e ver todo mundo na bagunça junto, foi foda!

O Mud, a.k.a Felipe Thiago, do Hó Mon Tchain explicou que a troca de experiência tanto com artistas que eles conheciam, mas que nunca tiveram a oportunidade de dividir os palcos, quantos os outros que eles só conheciam por nome e nunca imaginaram que poderiam fazer algo junto, foi extremamente gratificante.

Durante o show, cada artista cantou três músicas do seu repertório, porém as apresentações não foram feitas no formato convencional. Em vez de cada grupo cantar o seu som de forma contínua e seguir as performances, houve uma rotatória entre os Mcs e as músicas. Você deve estar se perguntando “Meu Deus, como?” e vou explicar.

Nota da colunista: Cada grupo ou Mc entrava, cantava a sua track, o público enlouquecia e em seguida outro grupo ou Mc entrava, o público enlouquecia novamente e, assim, seguindo o fluxo até que todos já tivessem cantado as suas faixas. Era como se você tivesse montado a sua playlist favorita e estivesse no modo aleatório e a cada música um sentimento diferente. A média era de vinte artistas na mesma energia durante o show. Foi bonito.

A proposta foi sugerida por Augusto que inicialmente foi contestada pelos outros convidados, pois segundo ele é complicado entrar no modo ‘show’ e ter que aguardar para rimar novamente, mas que no fim confiaram na proposta. “Esse formato de show/evento é rentável para todos, não cansa o público e nem os Mcs, é tipo uma mesa redonda do rap! Quero estar nas próximas seja cantando ou no público!”, comenta Gah.

A proposta é totalmente diferente, as conexões foram inéditas e o público vibrou com isso. Para o Torres do MOB79, a Punga é um evento histórico para o rap, porque são nomes promissores na cena, nomes que estão entrando em acensão e complementa: “por todos em um evento com a energia que foi, é algo no mínimo memorável.” O Mud também ressalta que foi uma reunião muito além no que diz respeito ao talento, mas que em contrapartida é meio que excluída da cena.

Umas das performances mais marcantes da noite foi a de Raffa Moreira sendo levado, literalmente, pelas mãos do público. Ele conta que considera todos os seus shows históricos e explica: “Sei la né, já tive jogado em casa de recuperação tá ligado. Pro hip hop, eu espero que todos artistas que se apresentaram fiquem firmes na sua carreira, pra gente desfrutar de um futuro foda. Mais shows, porra.

Segundo o Rômulo Boca do A.L.M.A, está é só a primeira edição de Punga, a festa terá continuidade e com certeza convidará outros artistas. Além de não descartar a ideia de ter edições em outros estados. Eloy diz que espera que as pessoas comecem a abrir a mente, abrir espaço, mas que também possam se unir e que cada um possa conduzir o outro, lado a lado.

Apesar da chuva que caiu sobre a capital paulista no domingo, o clima elevou e “a gente recebeu um público grande na casa, a festa Punga é o começo de uma grande história, e em próximas edições a tendência é ser mais foda ainda, de repente virar um festival gigantesco, quem sabe né?”, diz Torres.

Já Raffa conta que saiu de casa antes da chuva, encostou em um beiral para não se molhar e bateu a maior deprê, por conta do clima do dia e “aí porra, fiquei locão lá na frente, quando eu entrei aquela vibe. Get Down. Já não entendi mais nada. Desculpa. só sei que foi foda mano.

E foi! Você pode conferir toda a cobertura fotográfica do evento feita pelo Marco Aurelio para o blog Rap em Movimento, aqui. Em breve sairá a cobertura em vídeo feita pela Zebra Filmes, para que possa sentir a emoção que foi a primeira edição da Punga.

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