ká’ti

Ela tira a coroa para se deitar.

O ritual começa lento… feito bossa chorada. Ela quer ser olhada, girada, escolhida. Ela quer a saliva que corre.

De que adianta apressar, ela te usa e toda vez obriga a despir a coroa para deitar.

Destaques suspirados revelam as vaidades, um sem caminhos de sem maneiras de olfatar. Impregna dedos e desejos.

Gomo a gomo suas peças despedaçam. Suor lava seus contornos. Encharca sua pele. Lambuza sua boca.

Em promessas de eterno verão se derrete, naquele instante de voraz saciedade ela entregue.

Pronta para brotar numa próxima estação.

Ela tira a coroa para se deitar.