Nem Mesmo Errado: comentários sobre algumas falácias neurocientificistas
Flavio Gordon
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Sua crítica ao assunto e a forma como a neurocientista aborda o tema é interessante, porém a expressão que usou sobre a Casa do Saber: “ estabelecimento onde parte da elite paulistana e carioca vai para comprar cultura geral”, demonstra um certo viés, ao generalizar dessa forma, passa a impressão que não importa o que fosse divulgado nesse Canal, você teria uma propensão a não concordar por causa de uma visão política, do que avaliar o tema em si. Os pontos que você citou, do ponto de vista que escolheu parecem coerentes, mas toda a construção da ideia da neurocientista se deu com a premissa de que, com um tumor no cérebro, esse individuo não estava em condições saudáveis, era uma situação anômala. A desconstrução do poder judiciário, creio eu, seria no sentido de que esse individuo em questão não poderia ser julgado e punido como um cidadão comum , já que parte das escolhas que fez se deu por causa dessa doença que tinha, não cabendo a mesma avaliação para os demais indivíduos da sociedade, ou seja, a doença do corpo físico, ou o estado dele, pode ter mais influência sobre as decisões do individuo do que a simples consciência moral, ética etc. Mesmo que, indo contra a opinião pública (a sociedade) que clama por uma punição exemplar.

No mais, parabéns pelo ponto de vista, por mais que eu não concorde 100% com ele, precisamos sempre ter ângulos diferentes para observar uma questão.

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