Campus Party Brasil 2019 (CPBR12): Uma experiência incrível

Diogo Fernando
Feb 22 · 5 min read
Entrada da área open da CPBR12

Minha trajetória na Campus Party começou em 2012 na Campus Recife como campuseiro acampando no centro de convenções do Recife. Naquela época, eu tinha começado o curso de mecatrônica e começava a dar os primeiros passos na robótica. O ambiente proporcionado pela campus com palestras e oficinas foi realmente decisivo para trilhar minha vida profissional e as palestras e oficinas da Arduino abriram meus olhos para um mundo novo. Em 2013, aconteceu a segunda edição da Campus Recife e obviamente eu iria acampar novamente. Mas um acontecimento marcante ocorreu na Campus de Recife 2013, um palestrante não conseguiu ir ao evento e com isso um slot no workshop ficou vazio. Faltando 1 hora para a oficina, fui convidado para ajudar a ministrar a oficina da Arduino básico, juntamente com outras pessoas que atualmente são parceiros de campus. A partir da oficina ministrada em 2013, eu fui convidado para palestrar e dar oficina na Campus Party Brasil 2014 (CPBR7), a ficha só caiu quando eu coloquei os pés no Anhembi e peguei a credencial, percebendo a grandiosidade do evento. Para encurtar a história, desde a CPBR7 até a última edição da Campus Party Brasil 2019 (CPBR12), que aconteceu semana passada no Expor Center Norte, eu tive a honra de palestrar em todas as edições da Campus Party Brasil.

Quem convive comigo, percebe que quando chega janeiro eu não paro de falar da Campus Party. Esse é o sentimento compartilhado por todo campuseiro na ansiedade da chegada do evento. Para a CPBR12 não podia ser diferente. Esse ano, além de palestrar sobre impressão 3D/robótica, fui convidado para a mentoria da hackathon da ABDI e organizar o tradicional concurso “Leve seu Robô” que acontece na bancada da comunidade Oficina de chão/Robolivre.

Participantes e jurados do Concurso “Leve seu robô”

Mas voltando ao título do texto, por que eu acho a Campus Party um experiência incrível ? Primeiro pelas pessoas que você conhece no evento, gente de todas áreas dispostas a troca de conhecimento e de ajuda mútua. Na Campus você sempre vai encontrar alguém que pode te ajudar a melhorar algo no seu projeto, da mesma forma que você pode ajudar a melhorar o projeto de alguém e desta forma, surgem novas empresas, campuseiro arrumando emprego e projetos inovadores.

Gabe Gabrielle,engenheiro da NASA

Falando em pessoas incríveis, não poderia deixar de falar do palestrante Gabe Gabrielle, que é engenheiro da NASA e que antes de ir para agência espacial foi chapeiro do McDonald’s. O Gabe, além de dar palestras, fica circulando na Campus, trocando ideia com os campuseiros. Quando você vê o Gabi na Campus não tenha medo de falar com ele, mesmo que seu inglês não seja muito bom. #ficaadica. Existe uma infinidade de pessoas que admiro que estão presentes na Campus, algumas delas vou deixar fotos abaixo, outras não tive oportunidade de tirar foto.

Eu, Thalis e o Cosplay do Striker Eureka( Da direita para esquerda)
Eu e o Gabe Gabrielle juntamente com a equipe de simuladores

O segundo motivo de eu achar a Campus uma experiência incrível é o carinho dos campuseiros depois da palestra ou oficina, com dúvidas, sugestões e dicas de projeto. É muito comum você está jantando ou almoçando e sentar na mesa com alguém que assistiu sua palestra para trocar uma ideia. Isso também se aplica ao concurso “Leve seu Robô”, onde campuseiros trazem seus artefatos robóticos para exibir durante o evento e esses artefatos são avaliados por alguns critérios para que possam resolver problemas sociais e automatizar processos. Outro ponto importante do concurso “Leve seu Robô” é que os competidores têm disponível uma equipe de mentoria que dão dicas de como melhorar e impulsionar o projeto avaliado. Outra atividade marcante na CPBR12 foi a oficina de chão organizada pelo embaixador Alexandre de Souza ( Alexandre casemonstro). Na oficina de chão, os campuseiros que nunca tiveram contato com robótica, passam duas madrugadas montando os seus primeiros robôs a partir de sucatas e kits de eletrônicas. O foco principal da oficina de chão é quebrar o medo inicial dos participantes em relação a robótica e estimular os campuseiros a desenvolver projetos que possam solucionar problemas do dia-a-dia.

Thiago Lima do embarcados.com.br e Henri Coelho da roboliv.re

Por fim, a Campus Party proporciona conhecer youtubers que admiro, como por exemplo o pessoal do canal Castro Brothers, que fazem o UTC, um quadro de trocadilhos sobre piadas que me fazem rir durante uma semana estressante de trabalho e faculdade. Além dos castro brothers (Marcos e Matheus Castro), conheci também os guitarristas brasileiros Ozielzinho e Mateus Asato, ambos são excelentes músicos cheios de talento que animam meus projetos com seus solos de guitarras. O Ozielzinho tem um canal no YouTube e participou da cerimônia de encerramento tocando temas nerds, já o Mateus Asato tocou com estrelas do pop nacional e internacional como: Luan Santana, Sandy , Jessie J e Tori Kelly.

Eu e Mateus Asato do canal: https://www.youtube.com/user/Mautaus

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