Review: Batman Under The Red Hood (2010)

Antes de falar sobre Batman: Under The Red Hood, quero falar rapidamente sobre a historia da qual ela seviu de base. A historia escrita por Judd Winick (que também roterizou o filme) é muito boa, não só pelo suspense e tensão criados em cima da historia da “ressureição” da Máfia de Gotham pelas mão do Mascara Negra, mas como todo o lado psicologico do conflito e do retorno de Jason Todd ao mundo dos vivos condiz com a fase atual que o personagem passava, onde descobrimos o que acontece quando os erros de Bruce, sempre querendo saber e superior a tudo e todos, se revoltam contra ele. O caso do Irmão Olho foi assim, Jogos de Guerra foi assim,e no caso Sobre o Capuz mexeu na cicatriz mais funda o personagem, que foi a morte do segundo Robin. Acho a historia muito boa, mas no filme em animação ela foi aperfeiçoada e muito melhorada.

Bem, vamos ao filme, mostrando Batman (Bruce Greenwood) na Europa oriental atrás do Coringa (John DiMaggio), mantendo prisoneiro e espancando impiedosamente Robin, nesse caso Jason Todd(Vincent Martella). O palhaço foge e explode o local, matando assim o garoto-prodígio. Cinco anos mais tarde, o misterioso Capuz Vermelho(Jensen Ackles) domina rapidamente o território da máfia antes pertencente ao Mascara Negra (Wade Williams), enquanto Batman e Dick Grayson, agora como Asa Noturna (Neil Patrick Harris), tentam descobrir quem está debaixo do Capuz, revirando e descobrindo segredos relacionados a morte de Jason e o envolvimento de Ras Al Ghul (Jason Isaacs) no caso.

Como Judd Winnick roteirizou o filme, ele teve oportunidade de fazer algo sem muitas amarras cronológicas com mega-sagas, como foi na HQ, e deixou mais enxuto o que já era bom, deixando-a muito boa para este formato de história, ou seja, nada de socos na parede do tempo, ou coisas do tipo. Além disso o filme permitiu mostrar certos elementos até então novos para muitos que não conhecem certos detalhes dos quadrinhos, como quem era o Asa Noturna, o que faz um Poço de Lazaro, e em especial mostrar a morte do Robin ( já que devida a sua trágica morte a Warner nunca deixou mostrar o personagem nas series animadas)e quem foi Jason Todd, sem ocupar muito tempo de tela.

A Gotham mostrada,e de certa maneira reflete o clima do filme. Édark, dura como o concreto de que é feito e claustrofóbica. O jogo de gato e rato sufoca todos os personagens principais fazendo que as escolhas sejam convertidas em um único ponto final, onde o caos reina e duras escolhas tem que ser feitas. E pra completar,temos certamente, o final mais macabro e depressivo já feito em qualquer historia do Batman fora dos quadrinhos. Toda vez que assisto fico tenso,maravilhado e chocado como o filme termina.

Mas agora vamos falar do elenco, com escolhas inspiradas da diretora de voz Andrea Romano. Bruce Greenwood é a melhor voz do Batman que eu já vi desde Kevin Conroy e John DiMaggio faz de seu Coringa um showman fenomenal. Asa Noturna, mesmo atuando solo, ainda se mostra muito bem em parceria com o Batman, e o todo-poderoso Neil Patrick Harris fez bem ao mostrar um herói em transição. Na parte do Robin, os irmãos Vincent Martella e Alexander Martella representam bem as mudanças do personagem culminando na boa atuação de Jensen Ackles como Capuz Vermelho. Os vilões Wade Williams (Mascara Negra) e Jason Isaacs (Ras Al Ghul) se saíram bem em cada situação em que lhe foi dado o destaque.

No fim das contas, Under The Red Hood se mostra o melhor filme da DC Universe de 2010, e também o filme em animação mais adulto e denso já feito com o Batman. Apesar de que em certas cenas o sangue fosse “escondido”, a tensão ainda está presente, provando que você não precisa ser pé-no-chão ou ter hiper exposição pra fazer uma historia com realidade psicológica com os personagem. Seja na mídia que for.


Originally published at caveabovethemansion.blogspot.com by Diogo Oliveira.

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