Blank Space: Que tipo de gênio é Max Martin?

Dentre os estranhos aspectos da recente história da música pop, um deles é como alguns dos maiores sucessos dos últimos vinte anos, passando por Backstreet Boys, N'Sync, Britney Spears, Katy Perry, Taylor Swift a The Weeknd tem sido co-escritos por um sueco de 44 anos.

Seu nome verdadeiro é Karl Martin Sandberg, mas você o deve conhecer como Max Martin, se você já sabe tudo sobre ele, ótimo, se não, você vai saber. Ele é o mágico das melodias musicais, o mestre responsável por 21 nº1 no ranking de sucessos da Billboard, 5 a menos que John Lennon e 11 atrás de Paul McCartney em toda a história do ranking. Mas, enquanto Lennon e McCartney são universalmente reconhecidos como gênios, poucos que estão fora da indústria da música já ouviram falar de Max Martin.

Isso é sabido porque todas as músicas que Martin escreve são para outras pessoas cantar. A fama que Lennon e McCartney alcançaram cantando suas músicas nunca será alcançada por Martin, mas isso sem dúvida não é problema para ele. Ele é o Cyrano de Bergerac do atual panorama pop, o poeta escondido de baixo do balcão de músicas pop, sussurrando melodias que o fazem ter na carreira gravações como "…Baby One More Time", de Britney Spears, "Since U Been Gone", de Kelly Clarkson e "I Kissed a Girl" de Katy Perry. As músicas que ele co-escreveu ou co-produziu para Taylor Swift, incluindo seus últimos oito sucessos (Três do álbum "Red" e cinco do álbum "1898") transformaram Taylor de uma popular cantora-compositora a estrela pop global que enche estádios. (A "1989" sua turnê mais recente passou da marca de 150 milhões de dólares).

Martin tem prosperado no meio dos "escritores-fantasmas", onde o truque é permanecer o mais anônimo possível, porque o público gosta de acreditar que os artistas pop escrevem suas próprias músicas. Que o Sueco passa a trazer para o jogo um bocado excepcionalmente grande de "Jantelagen" (Idéia escandinava de modéstia), o desdém escandinavo pela celebridade individual faz dele especialmente promissor para sua vocação.

E mesmo para um nórdico isso é um ato poderoso de abnegação de todo prazer (Sim, a fama e a presente adulação) de gravar suas próprias músicas, para dar todas as belas melodias para outras pessoas, que se tornam famosas instantaneamente. Esse caminho é especialmente difícil quando se possui uma bela voz como Martin possui. Como um dos iniciantes colaboradores de Martin, o artista sueco E-Type, diz em "The Cheiron Saga", um documentário de 2008 sobre Martin e seus colegas formadores do Cheiron Studios em Estocolmo, "Com suas próprias demos, Max Martin canta para ele mesmo, elas teriam vendido dez milhões ou mais, mas ele não era um artista: ele não quer ser um artista".

E Martin ainda é conhecido por insistir que os artistas com quem ele trabalha cantem as músicas exatamente como ele canta em suas demos. De certo modo Britney Spears, Katy Perry e Taylor Swift estão cantando cover das gravações de Martin. Elas também são algumas das poucas pessoas de todo o mundo que já ouviram as originais. Incontáveis artistas auto-proclamados cantam no YouTube as músicas de Max Martin, porém não há um único vídeo ou áudio disponível com o próprio cantando suas músicas.

(No curso da pesquisa para meu livro "The Song Machine", eu consegui ouviu uma demo de Martin para "…Baby One More Time" e quando o cara que a tinha em seu telefone tocou pra mim, o sueco cantava exatamente como a Britney Spears). As demos de Martin estão nos fazendo perder a originalidade da nossa era musical, o Blank Space - espaço em branco -deixado nas duas últimas décadas de música pop.

Sandberg nasceu em Stenhamra, subúrbio de Estocolmo em 1971. Seu pai era um policial. Ele mais tarde relembrou de um punhado de gravações que seus pais tinham colecionado, como "Captain Fantastic" de Elton John, coletâneas do Queen, Creedence Clearwater Revival e Beatles, "Four Seasons" de Vivaldi e "Eine Kleine Nachtmusik" de Mozart. Coloque todos juntos e você tem Max Martin.

O irmão mais velho de Sandberg era fã de glam-rock. Mais tarde Sandberg relembra quando ele lhe trouxe fitas cassetes do Kiss em uma entrevista a revista Time, que foi a primeira e última vez que alguma publicação de língua inglesa escreveu um perfil sobre ele. Ouvindo aquelas fitas ele queria ainda jovem se tornar uma estrela do rock. “Eu era um ouvinte assíduo de rock e não ouvia nada além de Kiss”, ele disse em uma entrevista para o documentarista sueco Fredrik Eliasson, no documentário “The Cheiron Saga” que foi ao ar no início desse ano. “Quero dizer, nada além de Kiss. Era como se nós fossemos ‘cult’, se você ouvisse qualquer outra coisa, você estaria sendo um falso fã de rock”.

Sandberg aprendeu música através de excelentes programas educativos de música bancados pelo governo sueco, recebendo aulas privadas gratuitas de trompa francesa. (30% das escolas para crianças na Suécia ganham incentivos depois de inserirem programas de música em seus currículos) “Eu primeiro comecei com o gravador na escola de música comunitária”, ele relembra na entrevista para uma rádio sueca. “Depois eu toquei trompa e participei da orquestra da escola. Eu lembro que comecei tocando instrumentos de metal não porque eu tinha uma vocação, mas porque eu achava que aquilo era cool”. Eventualmente, ele mudou de bateria, como de teclado. Ele creditou o sistema de educação musical sueco como a chave de seu sucesso a Eliasson, “Eu não estaria nesse lugar hoje se não fosse pela escola pública de música”.

Nos meados dos anos oitenta, Sandberg se tornou a figura central e principal compositor de uma banda de glam-metal chamada “It’s Alive”, adotando o nome artístico Martin White. No video para a música “Pretend I’m God”, White encena Jesus e faz uma pseudo cruxificação, fazendo sua melhor imitação de Ozzy Osbourne. Isso pelo menos explica o porque de o metal dos anos oitenta parecer estar escondido por debaixo dos sucessos de música pop de hoje.

Mas Sandberg tinha um terrível segredo, um que ele não podia compartilhar com o restante da banda. Ele amava música pop. Em casa, ele ouvia “Just Can’t Get Enough” do Depeche Mode e “Eternal Flame” dos Bangle’s, que mais tarde ele disse para a Time ser sua música favorita. “Eu não podia admitir para os meus amigos, mas eu gostava”.

Em 1994, ele conheceu seu mentor, o DJ sueco conhecido como Denniz PoP e co-fundou o Cheiron Studios. (Seu nome real era Dag Krister Volle, seus amigos o chamavam Dagge) Denniz percebeu que os talentos de Sandberg estavam em compor e não em cantar e mostrou a ele como usar aquilo no estúdio. Denniz esteve por trás dos principais sucessos produzidos pelo Ace of Base, “All That She Wants” e “The Sign”. Uma das primeiras produções creditadas a Martin foi “Beautiful Life” o último sucesso do grupo. Até o seu mentor lhe dar o nome de Max Martin, um nome quase tão ruim quanto Denniz PoP.

Diferente de Denniz, que não escrevia ou tocava, Martin conhecia teoria musical e notação musical. “Martin era muito estudioso, ele conseguia ler as notas, escrever partituras e fazer os arranjos musicais” E-Type diz no “The Cheiron Saga” “Dagge diria, ‘Nós precisamos de uma nova influência, então Martin, trouxe algo belo enquanto E-Type e eu corríamos para comer sushi. Nós voltamos e encontramos algo tão incrível que nós dois caímos para trás surpresos”.

Martin trabalhava na teoria, Denniz trabalhava no sentimento. “Dagger foi seguindo seus instintos”.

O próximo passo foi ser apresentado para uma boyband que era até o momento desconhecida, os Backstreet Boys. As músicas que Martin escreveu para eles, incluem “We’ve Got It Goin’ On”, “Show Me the Meaning of Being Lonely”, e a eterna “I Want It That Way”, que transformou o grupo em um grupo mundialmente famoso. Eles também criaram um modelo para o som de Max Martin, que combina acordes e texturas do ABBA, dinâmicas e a estrutura de Denniz Pop’s, grandes refrãos de bandas de rock de arena dos anos 80 e ritmos do R&B americano do começo dos anos 90. No topo está o dom de Sandberg para melodia, que ele deve muito a fábula musical “In the Hall of the Mountain King” de Edvard Grieg como a qualquer influência contemporânea, como grande parte das melodias do ABBA. Essas músicas do Backstreet Boys, utilizam maiores e menores acordes em surpreendentes combinações (Indo do menor acorde ao refrão, quando você menos espera que o refrão vai chegar), produzindo músicas felizes que soam tristes, e músicas tristes que te faz feliz, melodias que servem para uma variedade de estados de espírito.

Talvez a maior vantagem que Sandberg e seus colegas suecos aproveitaram foi suas relativas liberdades raciais para trabalharem, diferentemente dos americanos com sua distinção clara entre R&B e pop. Rhythm & Blues, um termo cunhado pelo co-fundador da Atlantic Records Jerry Wexler, que ele trouxe quando escrevia para a Billboard, nos anos 50, substituindo a categoria fracamente racista “Race records” (Gravações de raça), mas mantendo de forma subliminar a distinção de que R&B era música feita e para pessoas negras, enquanto que cantores brancos eram “pop”, mesmo as músicas dos cantores brancos sendo praticamente iguais as de R&B. Um compositor branco americano compondo melodias para R&B não era apto a extrapolar a cena de música pop nos EUA, mas um compositor sueco, livre do legado racista da dicotomia do R&B e do pop podia criar música que combinasse ambos e foi justamente isso o que Martin tem feito. O resultado híbrido que tem se transformado no top 40 de sucessos de hoje em dia. SiriusXM’s recentemente lembrou em seu canal, Venus, que hoje ouvimos “Rhythmic pop” (R. & P.?), a mistura resultante da transformação feita por Martin.

Os Backstreet Boys estavam na Jive Records, uma gravadora fundada pelo recluso produtor sul-africano Clive Calder, que é, e previsivelmente vai ser o mais rico homem que a indústria fonográfica já produziu. (Ele lucrou com a Jive e Zomba, sua editora, algo perto dos 3 bilhões de dólares em 2002.) Então, em 1997, a Jive assinou com uma jovem garota chamada Britney Spears e buscando por músicas pop dançantes, naturalmente pensaram em Max Martin.

Como se viu, Martin tinha músicas para Britney. Ele compôs com Rami Yacoub, um beatmaker sueco-marroquino que fazia parte do time da Cheiron, a música inicialmente chamada de “Hit Me Baby (One More Time)”, que tinha sido composta para TLC, um grupo de R&B composto por três mulheres. Quando Martin enviou a TLC uma demo, que continha ele mesmo fazendo as quatro partes da harmonia, o trio rejeitou. Anos depois, T-Boz, a líder do grupo, relembrou da decisão em uma entrevista para MTV, “Eu estava, tipo, eu gosto da música, mas pensei, isso é um sucesso? Isso é para TLC?… Eu ia dizer ‘Hit me baby, one more time’? Claro que não!”

“Max, naquela altura da sua carreira, pensava estar escrevendo uma música R&B,” disse me Steve Lunt, o cara da Jive que assinou o projeto de Britney Spears. “Enquanto que na realidade, ele estava escrevendo uma música pop sueca. A música tinha o ritmo do ABBA, basicamente.” Há uma batida de funk na música que soa urbano, e na demo que Martin fez um som de caubói famoso do Cameo “owww” adorado po Denniz PoP. “Mas todos os acordes são tão europeus, como poderia ser uma música americana de R&B?” Lunt continuou. “Nenhum artista negro iria cantar aquela música, mas foi a genialidade de Max Martin, sem estar plenamente consciente disso, que ele mesmo criou uma música brilhante, e dentro de poucas semanas depois cada produtor americano estavam desesperadamente lutando para imitá-lo”.

Quando TLC rejeitou a música, Martin a ofereceu para Robyn, uma cantora sueca, mas nenhuma resposta positiva dela também. Depois de conhecer Britney em Nova Iorque, ele voltou para Estocolmo, trabalho na música um pouco mais adequar a Britney, ele fez uma cópia e enviou a Jive, (Embora sua carreira como cantor tinha acabado, Martin ainda se parecia com Martin White, um cabelo de cantor de glam-metal. Sua aparência inicialmente preocupou Britney, que dizia “Eu pensava que ele era Mötley Crüe ou algo assim”). Todos os ganchos na música estavam prontos, mas a maioria dos versos não estavam finalizados, parecendo somente sons vocálicos. Ainda não havia ponte, por que como Lunt colocava “Max diria, ‘Se você não gosta da música pela própria música, foda-se’ em sua educada forma sueca, claro.” Quando a demo chegou na Jive, todo mundo pensou “Caralho, isso é perfeito” de acordo com Lunt.

“Hit Me Baby (One More Time)” é uma música sobre obsessão, e com dois segundos ela pega você, não um, mas dois, primeiro com o tripleto swingado “Da nah nah” e em seguida com o sedutor rosnado que Britney emite na primeira parte, seguindo os vocais sugeridos por Martin: “Oh, baby, bay-bee.” Então a batida funk do Cheiron começa com a bateria que tem um som de granadas. Depois vem a guitarra de Tomas Lindberg, que sinaliza que se pode relaxar, mas não, é uma canção de rock e ainda o vocal te pega de forma irresistível.

Não estávamos certos se não havia problema em cantar aquela música. Foi difícil imaginar qualquer um que conhece a língua inglesa ou a tem como nativa aceitar aquela frase “Hit me, baby” sem a intenção de se fazer uma alusão a violência doméstica ou a sadomasoquismo. Aquilo era a uma coisa muito distante das mentes de cavalheiros suecos, que só usavam uma linguagem de telejornal. A Jive ficou preocupada se os americanos poderiam ter uma idéia errada e mudaram o título para “…Baby One More Time.”

A música foi o primeiro sucesso nº1 de Martin na Billboard. “Eu realmente não achava que tenhamos entendido o que fizemos,” ele diz no “The Cheiron Saga.” “Eu me lembro de um momento específico, eu me lembro de estar sentado no estúdio quando eles me ligaram para me falarem que a música tinha se tornado nº1 nos EUA. E aquilo foi inacreditável, mas eu também me lembro que tinha tanta coisa acontecendo naquele momento que eu realmente não compreendi o significado daquilo.”

Embora Martin talvez pareça único em seu gênero, ele não é o único discípulo de Denniz PoP ao alcançar o sucesso. Outros, incluindo Andreas Carlsson, Jörgen Elofsson e Per Magnusson, também tiveram músicas de sucesso. Eles tiveram sucesso especialmente com boybands britânicas. De acordo com Marie Ledin, a diretora que faz a gestão do 'Polar Music Prize', o prêmio nobel da música sueca, produtores e compositores suecos, foram responsáveis por 1/4 dos 10 primeiros sucessos colocados no topo da Billboard em 2014, um surpreendente desempenho para um país com menos de dez milhões de pessoas. Claramente, há mais trabalho do que gênios individuais na Suécia. Independentemente do seu sistema de educação musical, quais são as qualidades e características que fazem dos suecos tão bons em produzir músicas pop?

Falando genericamente, há uma elemento fluido melódico nas músicas do folclore sueco e nos hinos (O hino nacional, “Thou Ancient, Thou Free,” soa um pouco como uma música pop) que se enraizou na sensibilidade musical de muitos suecos. Mais especificamente, a relativa instrução em informática da população combinada com a excelente estrutura de banda larga do país, e a colaboração com compositores na internet, que tem se transformado no método padrão de composição de hoje. Além da xenofilia sueca — onde eles amam outras culturas, em particular as culturas anglo-saxônicas. Na Suécia, a TV americana não é traduzida para a língua local, como é na França e na Itália, por exemplo, e a música que se ouve nas rádios é mais propícias a serem cantadas em inglês do que em sueco. Mais de 90% dos suecos falam inglês.

Mas, enquanto é claro que conhecendo a língua inglesa os suecos tem uma vantagem ao procurar sucesso nos EUA e no Reino Unido, uma dificuldade com pontos mais complexos da língua é igualmente relevante. Compositores suecos não são plenamente sagazes com metáforas ou duplos sentidos. Eles são mais propícios a preencher as músicas com sílabas que rimam, do que com frases que tenham sentido, um método que Martin chama de matemática da melodia. (Os versos em “I Want It That Way,” por exemplo, completamente contradiz o significado do refrão.) Fãs de Cole Porter enxergam nesse desenvolvimento o mesmo espírito que fãs de “Downton Abbey” enxergam em “Keeping Up with the Kardashians”, mas alguém pode argumentar que isso é libertador, que sem a necessidade de serem lógicos, os suecos puderam ir as alturas na criação de melodias.

Então, enquanto os suecos tem uma forte cultura de composição musical, eles não possuem hábito de cantar. Klas Åhlund, um produtor e compositor sueco de sucesso nos seus 40 anos, que também faz parte de uma banda de rock chamada Teddybears, me disse, “Suecos são muito musicais e eles amam escrever músicas. Mas é um extenso país e muitas poucas pessoas são assim. Então você tem esses fazendeiros bons em compor, mas nenhum bom em cantar. Compor é justamente uma coisa que você pode fazer sozinho, enquanto vê algumas vacas, um tipo de meditação. Você não precisa focar muito em sua habilidade de cantar como precisa focar na estruturas de composição das músicas, que realmente não é o caso nos EUA, onde seu charme, sua voz e suas habilidades com performance são imediatamente decisivas.”

Uma nação de compositores dotada de talentos melódicos, meticulosos sobre seu trabalho, mas relutante em cantar suas próprias músicas, é uma potencial mina de ouro para uma nação de aspirantes estrelas pop que não compõe suas próprias músicas, que frequentemente é o caso nos EUA. Ao ligar os dois países, musicalmente falando, Martin e seus pares mudaram a composição de músicas pop.

O legado de Martin pode ser mensurado não só pelo números de números 1 que ele e seus colegas suecos tem criado, mas também pelos métodos de composição que eles tem instituído ao redor do mundo. Muitas músicas do K-pop são resultados da colaboração entre coreanos e suecos. Uma forte parte da visão de Denniz Pop para o Cheiron foi que compor deve ser um esforço colaborativo, ninguém foi supostamente proprietário do seu trabalho, e Martin tem passado esses mesmos princípios para duas gerações de compositores. Compositores estão assinando diferentes partes de uma música em que trabalham, refrãos podem ser retirados de uma música e testados em outras, uma ponte ou um gancho podem ser trocados. Músicas estão sendo escritas como programas de televisão, por times de compositores que de bom grado compartilham o crédito.

Em um documentário sueco para TV chamado “The Nineties”, E-Type descreve as condições de trabalho no estúdio de Denniz Pop. “Eu peguei esse sentimento de num estúdio de pintura na Itália, nos anos passados. Um assistente faz as mãos, outro faz os pés, e outro faz qualquer outra coisa, e quando Michelangelo anda ele diz ‘Isso é realmente incrível, apenas vire levemente. Agora está bom, coloque uma moldura dourada e pronto. Próximo!’ “ A descrição pode ser aplicada muito bem para o estúdio de Martin em Los Angeles (Frank Sinatra, uma vez viveu lá e ele sublocou a piscina para Marilyn Monroe). Onde agora Martin é o mestre.

Lennon e McCartney escreveram quase todos seus próprios sucessos um com o outro. Com suas carreiras solo, o nível de colaboração foi nada ao se pensar na formação de uma parceria. Martin, por sua vez, consistentemente tem procurado o novo, novos colaboradores o tempo todo, quando a última colaboração passa a esfriar procura outra. Que é justamente o por que de seu toque mágico estar sendo mais longo até mesmo que o de Sir Paul. Esses protegidos — Dr. Luke é o mais conhecido, mas de maneira nenhuma o único — frequentemente se tornam produtores de sucessos e nos seus próprios caminhos adquirem seus protegidos e tornam seus mentores, que por sua vez se tornam produtores de sucesso também, espalhando os métodos suecos mais e mais entre o campo de sucesso da composição. Martin é o Obi Wan de todos eles.

Dr. Luke e Kesha

E ainda, com todo seu sucesso e influência, há alguma coisa que falta no trabalho de Martin quando se compara com o dos Beatles. Não é a qualidade de suas músicas — A história irá julgar se elas tem o que é necessário para durarem. Não dá para julgar isso com a ausência de uma estrutura política e cultural mais ampla. A história dos Beatles, de “I Want to Hold Your Hand” a “Let It Be” é a história dos anos sessenta. — política, guerras, protestos, drogas, amor livre, e como os compositores responderam a essas forças. Os sucessos estão incorporados em álbuns que oferecem riqueza, complexas posições sociais e idéias que desenvolvem os artistas pessoalmente e os mudam. O que a história de Martin diz do seu primeiro nº1 “…Baby One More Time” a “Can’t Feel My Face,” seu mais recente? O que muda no seu caminho percorrido? As músicas são todas sobre a mesma coisa, mais ou menos a mesma coisa, mas nenhuma igual a outra.

Alguns sucessos de Max Martin:

História original: http://www.newyorker.com/culture/cultural-comment/blank-space-what-kind-of-genius-is-max-martin

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