
É que… Sabe?
Não é que eu não quisesse falar contigo. É que é difícil conversar, sabe? Preciso pensar muito sobre mim nessa fase de se conhecer. E isso dói às vezes.
E não é que tu não seja interessante. É que não vai ir pra frente, sabe? Vamos nos encontrar, talvez transar e depois vamos nos falar cada vez menos e não nos falar mais.
Também não é que que eu seja insensível. É que eu sou sensível demais, sabe? Tão sensível que me guardo dentro da minha conchinha, sem risco de alguém se aproximar demais e me machucar. E daqui de onde tô olhando você me parece arriscado demais. É que me abrir de verdade é tão difícil, quando eu fiz isso não deu muito certo. Ou deu muito certo.
E não é que eu tenha medo de me apaixonar. É que às vezes a gente sabe que não vai dar, sabe? É que não bateu, não rolou química, não vai ir pra frente, não mesmo. A gente sabe quando vai, né?
Tem vezes que eu não dou oportunidade mesmo. Poderiam ter surgido histórias muito interessantes de pessoas que acabaram virando só um contato adicionado no celular. Às vezes eu tô fechada mesmo, não quero conversar, daí não respondo, daí depois de tanto tempo parece que fica feio responder, daí já era.
Mas eu sei que quando eu quero eu quero, e quando isso acontece, quando eu deixo as coisas acontecerem (e a outra pessoa também, claro) é muito massa. Porque eu só quero quando vai ser interessante em algum sentido, ou em todos os sentidos, o que depende bastante do meu estado emocional. Mas como saber? Sei lá, eu sei.
E chega uma hora que a gente quer intensidade, sabe? Quer profundidade, quer mergulhar, se afundar, foder a cabeça, mesmo. É que cansa ficar se apresentando, cansa ficar nas conversar superficiais de início de interação, cansa fazer sexo pela primeira vez, cansa saber que tu não vai vir a ser nada além de mais uma foda na vida do outro. E vice-versa.
É tudo um pouco mais complexo que isso, mas no fim, é isso.