Um Planeta Melhor que a Terra


Vamos comentar hoje sobre uma postagem feita em fevereiro/2015 no meu blog Saphy e vou aproveitar um título de uma revista que vi esses dias numa banca pra debater junto, já que tem uma relação entre eles.

Quero falar sobre o Criacionismo, que tem um link pessoal com a Teoria do Design Inteligente e sobre o título de uma revista que vi numa banca: “Em busca de um planeta melhor que a Terra”. Não gostei nada desse título e você vai saber o porquê.

Iniciando pelo título, vamos dizer que ele não faz sentido nenhum pra mim. Primeiro: a Terra foi criada perfeita, com todos os recursos naturais e animais em equilíbrio. Segundo: quem está destruindo a Terra, seu ecossistema, é o homem. Quem garante que, encontrando um outro planeta “habitável e melhor”, as coisas por lá não vão se assemelhar ao que está acontecendo hoje, mesmo que necessite de um tempo maior para tal?

Isso não é garantido, nem mesmo 1%, já que muitas coisas vão acontecer. É o que acontece com um parasita.

Então, eu disse que a Terra foi criada. Agora entramos na Teoria do Design Inteligente (TDI).

Se hoje você for fazer uma pesquisa nas ruas perguntando para as pessoas como surgiu a Terra e todo o Universo vai encontrar quatro respostas possíveis:

  • Surgiu com o Big Bang;
  • Foram criados por Deus;
  • Foram criados por uma mente superior;
  • Não tenho ideia.

Como eu sei disso? Na UPA fizemos uma pesquisa de campo e essas foram as respostas que as pessoas deram. Foram entrevistados professores, alunos, adolescentes, trabalhadores no geral.

A Teoria do Design Inteligente — TDI — aponta diretamente para o terceiro tópico: O Universo e tudo o que tem nele foi criado por uma mente superior, que tem o controle de tudo. Essa teoria científica aponta a existência de um designer, alguém ou alguma coisa que criou, fez o design de todas as coisas e não por seleção natural. Esses dados são obtidos ao analisar as estruturas naturais biológicas que possuem identidades independentes uma das outras, mesmo sendo parecidas em alguns aspectos e/ou pequenas composições diferentes.

Para especificar o TDI são usadas três áreas da ciência muito conhecidas: Física e Cosmologia, Química da Origem da Vida e a Bioquímica do Desenvolvimento de Complexidade Biológica.

  • Física e Cosmologia: O cálculo de cosmólogos para que o universo tenha surgido ao acaso é menor que 1 em 10 x 10¹²³.
“[…]Uma interpretação de senso comum dos fatos sugere que um super-intelecto brincou com a Física, bem como com a Química e a Biologia.” Fred Hoyle
  • Química da Origem da Vida: o TDI tem como base a afirmação de que “agentes inteligentes geram grande quantidade de informação complexa e especificada (ICE). Um exemplo clássico de que essa informação é verdadeira é: o nosso DNA. Ele é altamente complexo, com combinações perfeitas, variando de indivíduo para indivíduo, e gera diversas proteínas funcionais específicas para cada função existente dentro de um corpo vivo. Hoje sabe-se que, de acordo com o Projeto Genoma, existem de 20 a 25 mil genes diferentes no corpo que geram cerca de 400 mil proteínas. E o DNA é tão complexo, tão absurdamente perfeito que, em uma das suas fitas podem ser gerados várias combinações com resultados diferentes.
“Em todos os casos onde sabemos que a origem causal do ‘conteúdo de alta informação’, a experiência tem demonstrado que o DI desempenhou um papel causal.” Stephen C. Meyer
“[…] a biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido planejada intencionalmente para um propósito”. Richard Dawkins
  • Desenvolvimento de Complexidade Bioquímica: é composto de quatro passos experimentais e que usam a ciência (sim, dados científicos, equipamentos). São eles: observação, hipótese, experimento e conclusão. É mais usado para verificar a complexidade em sistemas da bioquímica e que possui um personagem muito famoso e um exemplo e tanto para o que quero explicar aqui: os flagelos bacterianos. Esses flagelos funcionam como fábricas em miniatura de diversidades porque possui motores, usinas elétricas, triturados de lixo, identificação, transportes e CPUs. Elas possuem um código de programação que permite saber o estado simultâneo de tudo o que está se passando naquele instante em determinado lugar, além de ter enzimas que convertem a informação em proteínas no DNA e o DNA nas proteínas.

Está bem, e agora? Eu li tudo o que você escreveu mas ainda não entendi onde o TDI entra com relação ao Criacionismo.

Agora que vem o pulo do gato. O TDI não diz que existe um Deus criador. Ele para no momento que afirma existir um designer, que ilustrou, planejou e colocou tudo em prática. A partir daí, a conclusão é pessoal: existe ou não existe um Deus? Foi Ele, o meu Deus, que criou todas as coisas? Eu, Divana, digo que sim.

Partindo do princípio da minha afirmação, que foi Deus que criou tudo, vou colocar alguns dados aqui pra vocês que tem como objetivo único e claro explicar porque eu acredito.

  1. A Eva mitocondrial: pesquisas revelaram que existe uma ancestral em comum para todos os serem humanos na terra, a chama Eva mitocondrial. O DNA das mitocôndrias (DNAmt) é passado apenas pela mãe, nunca pelo pai. Pesquisas foram feitas com inúmeras pessoas e foi observado a existência do mesmo DNAmt em todas elas.
  2. A idade da Eva: Nesse mesmo estudo foi verificado que “[…] onde os investigadores sequenciaram 610 pares de base do DNA mitocondrial de 357 indivíduos de 134 famílias diferentes e repararam que as mutações ocorreram com muito mais frequência do que pensavam. Estudos evolutivos anteriores fizeram os investigadores pensar que iriam encontrar uma mutação a cada 600 gerações (uma a cada 12000 anos). No entanto ficaram ‘estonteados’ por encontrarem alterações em 10 pares de base, o que dá uma mutação a cada 40 gerações (uma a cada 800 anos).” ( Science “Calibrating the Mitochondrial Clock” — 2 January 1998: Vol. 279. no. 5347, pp. 28–29 DOI: 10.1126/science.279.5347.28) . Ou seja, nossa Eva tem cerca de 6000 anos.
  3. O relógio e calendário dos judeus são diferentes dos nossos. Eles contam o tempo a partir do início da criação. Hoje, 30/03/2015, segundo o calendário judeu, estamos no ano no dia 10, do mês Nissan (eles possuem 13 meses) do ano de 5775. Bem próximo da idade de Eva, não?

Fugindo agora dos dados científicos, parto em direção à minha fé. E no início da Bíblia tem um versículo curto, com pouquíssimas palavras, mas que diz muita, muita coisa pra quem crê e pratica:

“No princípio Deus criou os céus e a terra.” Gênesis 1:1

Pra mim isso faz muita diferença não apenas no âmbito científico, porque dá sim pra discutir fé e ciência de maneira saudável com respeito, mas no âmbito pessoal, de convivência.

Deixe a sua opinião!

Fontes: [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7]

Bibliografia: I.Graham, Mary. II. Barnes, Christie — BÍBLIA DA MULHER DE FÉ — Thomas Nelson Brasil, 2012